Controle sobre emendas
Órgãos de controle como o STF e o TCU elevaram a pressão sobre a liberação de emendas parlamentares em agosto de 2026. Isso ocorre em meio a um cronograma acelerado de repasses que previa o pagamento de 65% das verbas antes das restrições das próximas eleições.
Novas determinações
O ministro do STF, Flávio Dino, determinou que o governo e o Congresso apresentem uma proposta para identificar claramente quem participa de cada etapa da liberação das emendas. O objetivo é criar uma ‘matriz de responsabilidades’, tornando os próprios deputados e senadores responsáveis legalmente pelas escolhas que fazem ao destinar verbas.
Emendas Pix
As emendas Pix, ou transferências especiais, são repasses diretos de dinheiro para prefeituras e estados sem a necessidade de convênios detalhados ou projetos específicos de antemão. O Tribunal de Contas da União (TCU) classificou esse modelo como de ‘risco intolerável ao erário’ devido à falta de fiscalização e transparência.
Influência do calendário eleitoral
O cronograma de 2026 foi estruturado para pagar a maior parte das emendas obrigatórias até o mês de junho, permitindo que os parlamentares entreguem obras e benefícios em suas bases eleitorais antes que a lei proíba esse tipo de repasse perto da votação.
Desafios
Embora o STF e o TCU estejam criando regras mais rígidas e exigindo mais transparência, especialistas alertam que isso não ataca a raiz do problema: o desenho institucional. Hoje, o poder de decidir onde bilhões de reais serão aplicados saiu das mãos do Governo Federal e foi fragmentado entre centenas de parlamentares.
Fonte: Gazeta Política


