Acompanhamento eleitoral
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não contará com o acompanhamento do Carter Center nas eleições de outubro. A entidade, fundada em 1982 pelo ex-presidente americano Jimmy Carter e sua esposa Rosalynn Carter, formalizou a desistência à Justiça Eleitoral devido à falta de recursos.
Causas da desistência
A crise financeira da instituição decorre do enxugamento de verbas destinadas à cooperação internacional pela administração pública dos Estados Unidos. A Carter Center financia suas atividades com aportes de governos, empresas, fundações, agências multilaterais e doadores individuais.
Impacto dos cortes de Trump
A diretora executiva do Carter Center, Paige Alexander, apontou que quase 10% do orçamento anual da instituição foi comprometido com os cortes aplicados pela administração Trump, na assistência externa. Estimativas indicam prejuízo próximo a US$ 11 milhões.
Outros observadores internacionais
Apesar da ausência do Carter Center, o TSE confirma a presença de outros grupos internacionais, como a Organização dos Estados Americanos (OEA) e a União Europeia. A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e a União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore) também pretendem enviar comitivas.
Importância da observação internacional
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, incentiva a presença de auditores externos para reforçar a legitimidade das urnas e blindar o resultado de contestações infundadas. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) projeta eventuais investidas estrangeiras para desacreditar o sistema de votação.
Fonte: Gazeta Política


