Introdução
A produtividade do trabalho na América Latina e no Caribe está crescendo a um ritmo abaixo do seu potencial, de acordo com um estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A informalidade prevalece na região, o que poderia ser revertido com reformas regulatórias e a desvinculação dos benefícios do vínculo empregatício.
Diagnóstico
Segundo o BID, a produtividade do trabalho na região corresponde a apenas 26% do dos Estados Unidos, e a renda real nessa área aumentou apenas 18% entre 1995 e 2024, em comparação com 31% nos países da OCDE.
Informalidade e desigualdade
O relatório indica que apenas 46% dos trabalhadores na América Latina e no Caribe têm empregos formais com cobertura da Previdência Social e revela que a informalidade caiu apenas oito pontos percentuais em 20 anos.
Aumento da informalidade
Caso essa tendência continue, especialistas alertam que a região levará mais de 80 anos para atingir o nível do Uruguai, com uma taxa de informalidade no mercado de trabalho em torno de 21%.
Propostas para melhorar a produtividade
O relatório propõe diversas ações para lidar com o lento crescimento do desempenho e o aumento da desigualdade, sem ter de priorizar a produtividade em detrimento do bem-estar dos trabalhadores.
Desvinculação dos benefícios
Uma das propostas é desvincular parte da proteção social da situação profissional das pessoas, o que reduziria os custos com mão de obra não salarial.
Fonte: Gazeta Economia


