Introdução ao problema
Um crescente número de pacientes no Brasil está optando por usar canetas emagrecedoras adquiridas ilegalmente no Paraguai, o que tem gerado um impasse entre os médicos sobre se devem ou não acompanhar esses pacientes.
Posições dos médicos
Alguns médicos, como o endocrinologista Neuton Dornelas, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, afirmam que não acompanham pacientes que utilizam canetas paraguaias devido aos riscos éticos e legais envolvidos. Já outros, como o endocrinologista Júlio Américo Batatinha, defendem o acompanhamento para reduzir danos e oferecer alternativas mais seguras.
Conselhos de medicina
Os conselhos de medicina ouvidos pela reportagem afirmam que ambas as condutas são eticamente aceitáveis. O Conselho Federal de Medicina (CFM) orienta que os médicos podem recusar acompanhar pacientes que usem medicamentos sem registro na Anvisa, enquanto o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) destaca a autonomia profissional para atuar de acordo com a consciência e as normas sanitárias.
Alternativas seguras
Alguns médicos buscam alternativas com registro sanitário no Brasil compatíveis com a realidade financeira do paciente. Por exemplo, a semaglutida, cuja patente caiu em março deste ano, tem versões aprovadas pela Anvisa com preços mais acessíveis.
Conclusão
O uso de canetas emagrecedoras paraguaias é um desafio para os médicos, que precisam equilibrar a necessidade de oferecer tratamentos seguros com a realidade de pacientes que optam por produtos ilegais. A decisão de acompanhar ou não esses pacientes é complexa e depende de cada caso, mas o objetivo comum é sempre a saúde e o bem-estar do paciente.
Fonte: Saúde Brasil


