Crise migratória em Ceuta
A Igreja Católica está mobilizando recursos para atender às necessidades dos quase 50 mil imigrantes ilegais que chegaram à cidade espanhola de Ceuta em poucas horas. A Diocese de Cádiz e Ceuta expressou sua preocupação com a gravidade dos acontecimentos e a vulnerabilidade das pessoas afetadas.
Resposta da Igreja Católica
A diocese determinou que a totalidade das coletas realizadas nas paróquias de Ceuta seja destinada ao ministério diocesano de migrantes, para canalizar a ajuda através do Centro de Atendimento ao Migrante São Antonio.
A Comissão para a Pastoral Social e Promoção Humana da Conferência Episcopal Espanhola pediu que as medidas para lidar com a situação sejam tomadas dentro do marco da lei vigente, com respeito à dignidade humana e evitando a manipulação para fins partidários.
Situação migratória em Ceuta
Os imigrantes estão entrando em território espanhol nadando ao redor do quebra-mar de Tarajal, uma estrutura fronteiriça que se estende pelo mar. A travessia é repleta de perigos, e as autoridades espanholas já relataram a recuperação de mais de 40 corpos.
Em 29 de junho, o Supremo Tribunal da Espanha emitiu uma decisão rejeitando a prática de devoluções sumárias de imigrantes interceptados no mar que tentam nadar até os territórios espanhóis de Ceuta e Melilla na África.
O presidente da cidade autônoma de Ceuta, Juan Jesús Vivas, solicitou que o governo central na Espanha continental declarasse emergência nacional para que o primeiro-ministro Pedro Sánchez pudesse assumir o comando unificado da situação e adotar medidas decisivas.
Fonte: Gazeta Mundo


