Receba notícias por e-mail
Eleições 2026
Alexandre Garcia
Por Camila Abrão
Por Camila Abrão
Por Hermano Freitas
Por Hermano Freitas
30/07/2026 às 20:40
30/07/2026 às 20:40
Atualizado em30/07/2026 às 21:13
Atualizado em
30/07/2026 às 21:13
Dê de presente
Prefira a Gazeta no Google
Ouça este conteúdo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (30) que não utilizará a Presidência para proteger seu filho, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, alvo de investigação da Polícia Federal por suspeita de tráfico de influência.
O petista disse que Lulinha “jura” todos os dias que não cometeu nenhuma irregularidade. “Ele jura para mim todo dia [que não fez nada de errado], e eu acredito nele", disse o presidente em entrevista ao podcast Inteligência Ltda.
Mais cedo, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinou a abertura de um inquérito contra o filho do presidente a pedido da PF. Lula garantiu que o filho, que mora na Espanha, voltará ao Brasil, caso seja julgado e precisará provar sua inocência.
VEJA TAMBÉM:
Mendonça autoriza PF a investigar Lulinha por corrupção e tráfico de influência
"Se for julgado, ele virá para cá. Não vai ficar escondido, não. Não vou utilizar meu cargo para protegê-lo. Ele vai ter que provar que é inocente, como eu provei”, afirmou.
O chefe do Executivo enfatizou que "não haverá nenhum privilégio" para Lulinha. "Se o meu filho for acusado de qualquer coisa, ele será tratado como filho de qualquer pessoa, como eu [fui]. Não haverá nenhum privilégio. Jamais pedirei para um delegado ou para juiz não fazer a coisa correta", disse.
Para Lula, o filho "não tem direito de errar", pois sabe o que ele passou durante sua prisão na Operação Lava Jato. O petista ficou 580 dias preso na Superintência da PF, em Curitiba (PR).
"Se ele estiver certo, ele vai ter ajuda minha. Se ele fizer coisa errada, ele sabe o que eu passei [na prisão]. Ele sabe que a minha mulher morreu por causa da desgraça da Lava Jato. Então, ele não tem o direito o de errar", acrescentou.
A ex-primeira-dama Marisa Letícia morreu em 3 de fevereiro de 2017, aos 66 anos, após sofrer um AVC hemorrágico. O presidente já culpou a Lava Jato pelo falecimento da esposa em outras ocasiões.
Durante a entrevista, Lula relatou que Fábio Luís foi alvo de uma "campanha difamatória" em 2006. "Esse meu filho, desde 2006, vem sendo utilizado como contraponto, quem quer me atacar começa atacando ele. [Diziam que] ele era 'dono da Friboi, dono da JBS, que ele tinha carro de ouro'", apontou.
Inquérito contra Lulinha no STF
A PF apontou que Lulinha teria atuado para favorecer a empresa World Cannabis, ligada a Antonio Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", junto ao Ministério da Saúde por meio de sua amiga Roberta Luchsinger.
O advogado de Fábio Luís, Marco Aurélio de Carvalho, que também é coordenador da campanha de Lula pela reeleição, criticou a investigação. “Ele não foi ouvido, não temos conhecimento deste inquérito. O que parece é que tentaram de um lado, não deu, e agora tentam de outro”, disse Carvalho.
Para a defesa de Lulinha, a PF solicitou a abertura do inquérito, porque não conseguiu implicá-lo na Operação Sem Desconto, que investiga descontos irregulares em aposentadorias do INSS.
"Uma nova investigação alheia à Operação Sem Desconto demonstraria que falharam em encontrar o que injustificadamente buscavam, que é alguma ligação entre Fábio Luís e as fraudes do INSS", afirmou Guilherme Suguimori, que integra a equipe de Lulinha.
VEJA TAMBÉM:
Dino afirma que “totalitarismo” e “trapaças” alimentam ataques ao Judiciário
Tereza Cristina confirma conversa com Flávio Bolsonaro sobre vaga de vice
Ministro diz que agentes econômicos devem ser tratados como “caminhão de japoneses”: “Todos iguais”
Deixe sua opinião
Encontrou algo errado na matéria?
Comunique erros
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Principais Manchetes
Mendonça autoriza PF a investigar Lulinha por corrupção e tráfico de influência
Da Lupo à Havan: empresas brasileiras recorrem ao Paraguai para pagar menos impostos
Ações contra Flávio Bolsonaro e dosimetria recolocam Moraes na mira da Lei Magnitsky
Tereza Cristina confirma conversa com Flávio Bolsonaro sobre vaga de vice
Tudo sobre:
André Mendonça
Lula
Polícia Federal
STF
Receba nossas notícias NO CELULAR
WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
Fonte: Gazeta Política


