Defesa de Bolsonaro se manifesta sobre vídeo com IA
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que ele não autorizou a utilização de sua imagem e voz para a produção do vídeo com inteligência artificial (IA) exibido na convenção do PL, que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência.
De acordo com a defesa, Bolsonaro não poderia ter dado permissão para a utilização de sua imagem e voz devido ao isolamento imposto por decisões recentes do ministro Alexandre de Moraes. Flávio foi proibido de visitar o pai por 90 dias após divulgar uma carta manuscrita pelo ex-presidente.
Restrições impostas a Bolsonaro
Além disso, o ministro proibiu Bolsonaro de receber “visitas com finalidade político-eleitoral” até o término das eleições de 2026 e a “divulgação de manifestos políticos eleitorais, inclusive por terceiros, independentemente do meio utilizado”.
A defesa argumenta que essa situação demonstra a “inexistência de qualquer contato” que permitisse a obtenção de autorização para a peça produzida com tecnologia sintética.
Consequências do vídeo com IA
Com a negativa da defesa, Flávio e o PL podem ser acusados de divulgação de “deepfake”, prática vedada pela legislação eleitoral. O PT já acionou o STF e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o caso.
A defesa de Flávio defendeu a rejeição da ação do PT e contestou a acusação de deepfake, reforçando que o vídeo informava de forma clara que havia sido produzido com inteligência artificial.
Fonte: Gazeta Política


