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Por Guilherme Grandi
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29/07/2026 às 15:22
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quarta-feira (29) um pacote de R$ 1,3 bilhão para preparar o país para os impactos do fenômeno El Niño, que se prevê como o mais forte dos últimos anos a partir da metade deste segundo semestre.
O plano foi elaborado entre vários ministérios e reúne ações de combate a incêndios, compra de alimentos, monitoramento climático e atendimento às populações mais vulneráveis. Os recursos, segundo o governo, foram reservados a partir de uma folga no Orçamento.
“O El Niño vai acontecer em breve. Nós estamos preparados. Se ele não acontecer, valeu a intenção de se preparar para enfrentar alguma coisa grave”, disse durante uma reunião interministerial.
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Segundo o governo, a maior parte dos recursos será destinada à compra de alimentos e ao combate aos incêndios florestais. Do total anunciado, R$ 850 milhões serão usados para formar estoques de milho e arroz, enquanto R$ 337 milhões irão reforçar as ações de prevenção e combate ao fogo principalmente nos estados do Pará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Maranhão e Tocantins.
O pacote ainda prevê R$ 65 milhões para a distribuição de 350 mil cestas básicas, R$ 45 milhões para ações de saúde, R$ 25 milhões para o monitoramento dos rios e R$ 13 milhões para apoiar agricultores da Região Norte. O governo também criou uma Sala de Situação do El Niño para acompanhar a evolução do fenômeno e coordenar as medidas federais.
Na área ambiental, o plano reforça o combate aos incêndios nas regiões de maior risco, com novas aeronaves, helicópteros, veículos e bases operacionais. A estratégia também prevê o apoio das Forças Armadas, Ibama, ICMBio, Funai, Polícia Rodoviária Federal e governos estaduais em operações de emergência.
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Efeitos do El Niño
O fenômeno El Niño se caracteriza pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, provocando fortes chuvas na região Sul e seca no Norte e Nordeste. Apesar disso, o governo prevê que os reservatórios destas regiões devem manter níveis adequados de água em 2026, embora atrasos na precipitação possam trazer reflexos em 2027.
Já no Sul, o foco será o monitoramento de chuvas intensas, reforço da Defesa Civil e obras em barragens e diques, enquanto o Sudeste terá acompanhamento dos sistemas de abastecimento de água e dos principais reservatórios.
Na área social, o governo ampliará de 160 mil para 350 mil o número de cestas básicas destinadas a indígenas, quilombolas, ribeirinhos, pescadores artesanais e agricultores familiares. Na saúde, centros especializados irão monitorar os efeitos de ondas de calor, secas, incêndios e chuvas intensas para orientar as ações do SUS.
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Fonte: Gazeta Economia


