Receba notícias por email
América Latina
Guerra EUA x Irã
Por Fábio Galão
Por Fábio Galão
29/07/2026 às 11:33
29/07/2026 às 11:33
Dê de presente
Prefira a Gazeta no Google
Ouça este conteúdo
O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, disse nesta quarta-feira (29) que o governo Javier Milei considera que as ações da gestão do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), não são “apropriadas”, mas afirmou que não há chance de Buenos Aires romper relações com Brasília devido aos desentendimentos entre os dois mandatários.
Em entrevista à Radio Mitre, o chanceler alegou que “a Argentina não eleva nem elevou este tema ao nível institucional”.
“Separamos o que é o caminho político e ideológico do caminho institucional. Tivemos episódios desta natureza aos quais não respondemos. Não estamos respondendo, nem vamos responder, às declarações feitas não só pelo presidente Lula, mas também por seus funcionários. Em um aspecto de liberdade e entendendo que se está em uma disputa eleitoral, eles querem que o resultado saia de uma maneira e nós de outra. É simples assim”, disse Quirno.
Durante a convenção do Partido Liberal (PL) em São Paulo, realizada no sábado (25) e na qual o aliado Flávio Bolsonaro foi confirmado como candidato à presidência, Milei chamou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de “lixo careca” e o criticou por não ter permitido que ele visitasse o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O mandatário argentino também chamou Lula de “ladrão” e “presidiário” e o acusou de “espalhar o socialismo” pela América Latina.
Em resposta, o Itamaraty convocou o embaixador brasileiro em Buenos Aires, Julio Bitelli, para consultas e chamou o embaixador da Argentina em Brasília, Daniel Raimondi, para pedir explicações sobre a fala de Milei. O libertário deu sua “tréplica”, ao afirmar em entrevista que Lula teria financiado uma campanha “anti-Argentina”.
Perguntado na entrevista desta quarta-feira sobre uma declaração do vice-presidente brasileiro, Geraldo Alckmin, de que Milei prestou “um desserviço ao seu próprio país” com os comentários dos últimos dias, Quirno respondeu que “são juízos de valor”.
“Nós pensamos que o que Lula está fazendo no Brasil não é apropriado. Para eles parece que é apropriado; são um país soberano, eles tomam suas decisões e nós tomamos as nossas”, disse o chanceler.
Perguntado sobre a possibilidade de rompimento das relações entre Brasil e Argentina, Quirno afirmou que “não há nenhuma chance de que isso ocorra do nosso lado” e falou sobre a convocação dos embaixadores pelo Itamaraty.
“Isso é o que nós não fazemos: não levamos a questão ao plano institucional. Deixamos a disputa eleitoral, a diferença política e a diferença ideológica nesse campo”, afirmou o chanceler argentino.
“Temos a mais alta estima pelo embaixador brasileiro na Argentina, Julio Bitelli, e esperamos que, após estas consultas, ele retorne ao país o quanto antes para seguir desenvolvendo nossa extensa agenda bilateral”, acrescentou Quirno, que mencionou como exemplo que as divergências entre Lula e Milei não impediram a assinatura do acordo comercial União Europeia-Mercosul.
VEJA TAMBÉM:
Porta-voz de Milei minimiza atrito com Lula e ironiza convocação de embaixadores
Associações de juízes e procuradores saem em defesa de Moraes por fala de Milei
Deputado peronista propõe declaração de repúdio a Milei por falas sobre Lula e Moraes
Deixe sua opinião
Encontrou algo errado na matéria?
Comunique erros
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Principais Manchetes
O mistério da explosão de “homicídios ocultos” no Brasil
Negativa de vistos abre novo capítulo de tensão entre Brasil e EUA
Moraes dá 48h para Bolsonaro explicar vídeo de IA e alerta sobre revogação da domiciliar
Dino dá 10 dias para governo e Congresso definirem responsabilidade de emendas
Tudo sobre:
Alexandre de Moraes
Buenos Aires
Flávio Bolsonaro
Geraldo Alckmin
Itamaraty
Jair Bolsonaro
Javier Milei
Lula
Partido dos Trabalhadores (PT)
Partido Liberal (PL)
STF
Receba nossas notícias NO CELULAR
WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
Fonte: Gazeta Mundo


