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América Latina
Guerra EUA x Irã
Por Fábio Galão
Por Fábio Galão
29/07/2026 às 09:53
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A ditadura chavista da Venezuela convocou nesta terça-feira (28) o embaixador do Irã em Caracas, Ali Chegini, para protestar contra o que chamou de “declarações depreciativas e inapropriadas” do regime islâmico sobre o país sul-americano.
Embora o comunicado da ditadura de Delcy Rodríguez não esclareça que comentários motivaram essa medida, a agência France-Presse (AFP) citou como justificativa um vídeo que circula online no qual o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, disse que o Irã “não é a Venezuela”, ao se referir às negociações com os Estados Unidos.
“Hoje, o embaixador da República Islâmica do Irã na Venezuela foi convocado ao Ministério das Relações Exteriores venezuelano para entrega de uma nota de protesto referente às declarações depreciativas e inapropriadas feitas sobre as instituições e autoridades venezuelanas, exigindo o fim de todas as alusões ou comparações que prejudicam a dignidade, a soberania, a integridade institucional ou a boa reputação da República Bolivariana da Venezuela”, afirmou a chancelaria venezuelana em comunicado no Telegram.
“O governo venezuelano reitera sua posição sobre os fundamentos das relações entre todos os países: respeito mútuo, igualdade soberana, não interferência em assuntos internos e os demais princípios do direito internacional que historicamente norteiam as relações entre a República Bolivariana da Venezuela e a República Islâmica do Irã”, acrescentou a pasta.
O chavismo, que governa a Venezuela desde 1999, estabeleceu ampla parceria com o Irã e com o grupo terrorista libanês Hezbollah, apoiado por Teerã, com “uma rede clandestina que fornece inteligência, treinamento, dinheiro, armas, suprimentos e know-how” para o regime venezuelano, segundo um relatório de 2020 do think tank americano Atlantic Council.
Porém, desde antes da operação em que o então ditador Nicolás Maduro foi capturado por militares dos Estados Unidos, em janeiro deste ano, o governo Donald Trump vem buscando minar essa parceria, com medidas como bloqueios de navios transportando petróleo alvo de sanções entre o Irã e a Venezuela e levar empresas americanas do setor de volta ao país sul-americano, substituindo a presença iraniana.
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Fonte: Gazeta Mundo


