Programa Desenrola
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou que o governo pretenda lançar uma nova versão do programa Desenrola, voltado para a repactuação de dívidas. Em entrevista à RedeTV!, ele argumentou que o endividamento no Brasil se agravou com a pandemia de Covid-19, tornando necessária a política pública.
Segundo Durigan, o grande valor que ele defende com o programa Desenrola é que as pessoas paguem as suas dívidas. Ele criticou as taxas de juros impostas pelos bancos e detalhou as tratativas por uma redução.
Prorrogação do prazo
A fala ocorreu no mesmo dia em que o governo prorrogou a adesão ao Desenrola 2 para 31 de agosto. A Fazenda fala em R$ 22 bilhões em renegociações, atingindo cerca de 3,6 milhões de pessoas e reduzindo a dívida de R$ 22 bilhões para R$ 4 bilhões.
A segunda versão do Desenrola surgiu após um agravamento no cenário de endividamento. Dados do Serasa revelaram o surgimento de 9 milhões de inadimplentes, levando a população no vermelho a 81,4 milhões.
Análise do ministro
Para Durigan, a população deve enxergar o Desenrola não como um programa estrutural, mas como uma medida para sanar problemas mais sérios. O ministro atribuiu aos juros o agravamento da situação das famílias, mas minimizou o impacto da responsabilidade fiscal no indicador.
Fonte: Gazeta Economia


