EconomiaComo o varejo físico pode sobreviver à crise do comércio de rua?

Como o varejo físico pode sobreviver à crise do comércio de rua?

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Por Gazeta do Povo Lab

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Por Gabriel Sestrem

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28/07/2026 às 21:01

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O comércio de rua no Brasil enfrenta uma crise estrutural em 2026. Lojistas buscam se reinventar para lidar com o crescimento de 86,3% do e-commerce nos últimos cinco anos, além de enfrentar custos de operação elevados e o endividamento recorde das famílias brasileiras.

Quais são os principais fatores que estão prejudicando o comércio de rua?

As lojas físicas enfrentam um triplo desafio: a queda na demanda, o aumento dos custos fixos (como aluguel e energia) e juros elevados. Além disso, a conveniência dos grandes sites e aplicativos, como Amazon e AliExpress, mudou o jeito que as pessoas compram, preferindo receber em casa a ter que se deslocar até um centro comercial.

Como o endividamento das famílias afeta as vendas?

Cerca de 81,6% das famílias brasileiras estão endividadas atualmente. Isso faz com que o consumidor fique muito mais criterioso e econômico, cortando principalmente gastos com produtos que não são essenciais, como roupas e acessórios, que são a base de muitos comércios de rua.

Por que o custo de manter uma loja física subiu tanto?

Os preços dos aluguéis comerciais tiveram em 2025 a maior alta desde 2013, subindo quase 9%. Diferente das vendas, que podem cair de um mês para o outro, as despesas fixas como folha de pagamento e aluguel não diminuem na mesma velocidade, sufocando o caixa das pequenas empresas.

A internet é a única vilã dessa situação?

Não necessariamente. Na verdade, ela vira uma aliada para quem sabe usá-la. Lojistas que integraram suas lojas ao mundo digital, vendendo pelo WhatsApp ou redes sociais, conseguiram até dobrar suas vendas. O segredo é usar o ponto físico não apenas para vender, mas como um local de experiência e relacionamento com o cliente.

O varejo físico vai acabar por causa dessa crise?

A tendência não é o fim, mas uma mudança de função. A loja tradicional que apenas expõe produtos tende a sofrer mais. As que sobreviverão serão as que integrarem o físico com o digital, funcionando também como pontos de retirada de compras feitas on-line e oferecendo um atendimento personalizado que a internet sozinha não consegue proporcionar.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

VEJA TAMBÉM:

Comércio de rua em crise: empresários tentam se reinventar para evitar fim das lojas físicas

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Fonte: Gazeta Economia

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