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Alexandre Garcia
Por Guilherme Grandi
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27/07/2026 às 15:06
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A segurança pública e a corrupção continuam sendo as principais preocupações dos brasileiros de acordo com uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (27) pela Ipsos. O levantamento aponta que 43% dos entrevistados citaram crime e violência como o maior problema do país, percentual 11 pontos acima da média global.
A corrupção vem logo na sequência com 36% das opiniões dos entrevistados. Em seguida a saúde aparece com 35%, pobreza e desigualdade social com 33%, e impostos com 30%.
“No Brasil, a redução da intensidade de algumas preocupações não altera a predominância de temas estruturais, como segurança pública, corrupção e desigualdade, que seguem no centro da agenda”, afirmou Diego Pagura, CEO da Ipsos no Brasil em entrevista ao Estadão.
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Na comparação com os outros 29 países pesquisados, os brasileiros demonstram maior preocupação com segurança pública, corrupção, saúde e carga tributária. Já inflação e desemprego têm menor peso no Brasil do que na média mundial.
O Brasil ocupa a sétima posição entre os países onde crime e violência mais preocupam a população. O índice caiu quatro pontos em relação ao levantamento anterior, mas permanece dois pontos acima do registrado há um ano.
Na área econômica, os impostos foram citados por 30% dos entrevistados, colocando o Brasil na segunda posição do ranking mundial, atrás apenas da Bélgica. Em sentido oposto, inflação foi mencionada por 24% dos brasileiros e desemprego por 19%, ambos abaixo da média global.
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A pesquisa também mostra que 61% dos entrevistados avaliam que o Brasil está na direção errada, enquanto 39% consideram que o país segue na direção correta. Além disso, 65% classificam a situação econômica como ruim, contra 35% que a consideram boa.
O levantamento foi realizado entre 19 de junho e 3 de julho com cerca de mil brasileiros de 16 a 74 anos. As entrevistas foram feitas pela internet, e a Ipsos informa que a amostra representa principalmente a parcela mais urbana, escolarizada, de maior renda e conectada da população.
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Fonte: Gazeta Política


