Reações ao discurso de Milei
O chefe de gabinete da presidência de Javier Milei na Argentina, Diego Santilli, rebateu as críticas de petistas após a visita do presidente argentino ao Brasil. Em entrevista ao canal LN+, Santilli pediu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o PT não “finjam indignação” pelo fato de Milei ter viajado ao Brasil para manifestar apoio ao senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Santilli afirmou que os petistas “vieram aqui fazer campanha, disseram barbaridades sobre o presidente e circularam livremente por onde quiseram”, em referência aos especialistas em comunicação do PT que foram enviados à Argentina em 2023 para ajudar na campanha do peronista Sergio Massa, derrotado por Milei no segundo turno.
Campanha “anti-Argentina”
A respeito da campanha “anti-Argentina” denunciada por Milei, o chefe de gabinete reafirmou a acusação do presidente de que tal ação teria sido financiada pelo Brasil. Santilli também destacou que o “histórico de relações” e a “tradição econômica entre empresas do setor privado” do Brasil e da Argentina continuam a “se desenvolver”.
As declarações de Santilli ocorrem após Milei chamar Lula de “ladrão” e “presidiário” e o acusar de “espalhar o socialismo” pela América Latina durante a convenção do Partido Liberal (PL) em São Paulo. Em resposta, o Itamaraty convocou o embaixador brasileiro em Buenos Aires, Julio Bitelli, para consultas e chamou o embaixador da Argentina em Brasília, Daniel Raimondi, para pedir explicações sobre a fala de Milei.
Fonte: Gazeta Política


