Críticas de Milei
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reagiu às críticas feitas pelo presidente argentino, Javier Milei, contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Durigan classificou Milei como um ‘palhaço’ e destacou as vantagens econômicas do Brasil em relação à Argentina.
As críticas de Milei foram feitas durante a convenção do PL que lançou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à presidência da República. Durigan argumentou que o Brasil está mais à frente da Argentina em questões como inflação, balança comercial, safra expressiva e desmatamento em queda.
Comparação econômica
Durigan afirmou que o risco país da Argentina é muito mais alto, a dívida pública é mais alta e a inflação também é mais alta. Ele também destacou que o Brasil tem uma safra expressiva e o desmatamento está em queda.
O ministro da Fazenda também tentou minimizar previsões negativas sobre a economia brasileira, afirmando que não se deve acreditar em previsões pessimistas sobre o desempenho do país.
Relações bilaterais
A Argentina é o terceiro maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China e dos Estados Unidos. No ano passado, as exportações brasileiras para a Argentina somaram US$ 18,1 bilhões, alta de 31,4% em relação ao ano anterior.
A participação argentina nas exportações brasileiras chegou a 5,2%, o maior nível desde 2018, impulsionada principalmente pelos setores automotivo e industrial.
O aumento das vendas ao mercado argentino ajudou a compensar parte dos impactos provocados pela desaceleração econômica e pelas tensões tarifárias envolvendo os Estados Unidos.
Historicamente, a Argentina recorreu ao Brasil em diversos momentos de crises severas em sua balança de pagamentos, escassez de reservas internacionais ou desabastecimento energético.
Em 2024, o presidente argentino, Javier Milei, pediu ajuda ao Brasil para enfrentar uma forte onda de frio antecipada que provocou o desabastecimento de gás natural nas indústrias e postos de combustível locais.
O governo argentino recorreu à Petrobras em caráter de urgência para liberar um carregamento de 44 milhões de metros cúbicos de gás liquefeito.
Fonte: Gazeta Economia


