Decisão do Gabinete de Segurança de Israel
O Gabinete de Segurança de Israel aprovou um programa piloto para a entrada limitada da Força Internacional de Estabilização em Gaza, parte do Conselho de Paz estabelecido pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
Detalhes do Plano
A decisão permite estabelecer uma zona humanitária nas próximas semanas na cidade de Rafah, no extremo sul do enclave, que está sob controle militar israelense. A criação dessa zona implicaria o destacamento da Força Internacional de Estabilização, conforme estipulado no acordo de cessar-fogo.
Um alto funcionário israelense disse à imprensa local que o contingente da Força Internacional de Estabilização que entrará no enclave será composto por cerca de 200 representantes de países amigos de Israel, como Uganda e Marrocos.
Reações à Decisão
Nickolay Mladenov, o principal representante do Conselho de Paz em Gaza, elogiou a decisão. “Trata-se de uma parte fundamental da estrutura acordada para estabilizar Gaza, apoiar a desmilitarização e viabilizar a transição para uma administração palestina transitória eficaz sob a égide do Conselho Nacional de Governo Autônomo (CNGA)”, afirmou.
Até o momento, o grupo terrorista Hamas, responsável pelo massacre de 7 de outubro de 2023, se recusou a abrir mão das armas, conforme está previsto no plano de 20 pontos do presidente Donald Trump para Gaza.
Próximos Passos
O plano prevê a construção de moradias temporárias para aqueles que optarem por se mudar para esta área piloto em Rafah, após passarem por processos de verificação para descartar qualquer ligação com grupos terroristas.
O envio dessa força depende da aprovação, ainda pendente, do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, do ministro da Defesa Israel Katz e do ministro das Relações Exteriores Gideon Saar.
Segundo um alto funcionário, Israel continuará ocupando o enclave até a chamada Linha Amarela, a demarcação imaginária para a qual as tropas se retiraram no início do cessar-fogo. “Não haverá retirada de qualquer tipo até que o Hamas se desarme e Gaza esteja completamente desmilitarizada”, disse a fonte.
Fonte: Gazeta Mundo


