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EUA intensificam pressão sobre ditaduras latino-americanas, colocando Lula e esquerda brasileira sob escrutínio

Contexto da pressão dos EUA

A escalada da pressão dos Estados Unidos sobre ditaduras e terroristas de esquerda na América Latina deve ter impacto significativo no Brasil. A ofensiva liderada pelo secretário de Estado, Marco Rubio, prioriza Cuba, Nicarágua e Venezuela, mas também destaca ligações do regime cubano com grupos guerrilheiros.

Declarações de Marco Rubio

Em reunião em Washington na semana passada, Rubio afirmou que o terrorismo de extrema-esquerda foi ignorado por décadas pelas democracias ocidentais. Ele divulgou um relatório que resgata o apoio de Cuba a várias organizações armadas, inclusive no Brasil.

“Por muito tempo, nossa doutrina antiterrorista teve um ponto cego no que se refere à violência extremista da esquerda”, declarou Rubio. Segundo ele, a ideia de que o terrorismo de extrema-esquerda represente uma ameaça costuma ser tratada como “delírio da direita” ou “conspiração fascista”.

Implicações para o Brasil

A referência ao Brasil, embora histórica e não representando acusação de atuação atual de guerrilhas, recoloca em evidência vínculos mantidos por parte da esquerda brasileira com o regime cubano. Isso coincide com a piora das relações diplomáticas entre Brasília e Washington.

O cientista político Antônio Flávio Testa acredita que os últimos movimentos de Rubio revelam maior engajamento de discursos e ações, que apontam para desdobramentos definitivos. Uma de suas expectativas é uma ação contra o ex-presidente cubano Raul Castro, alvo da Justiça americana.

Análise da estratégia americana

A estratégia americana para a América Latina deve alcançar alvos brasileiros por várias frentes, segundo analistas. “Os EUA farão intervenção velada e intensa pressão diplomática, além de parcerias para bloqueio financeiro. Medidas mais fortes podem ser tomadas em instâncias internacionais”, diz Testa.

A iniciativa na região integra estratégia mais ampla do presidente Donald Trump para isolar regimes autoritários. Além de ampliar sanções contra Cuba, a Casa Branca endureceu sua posição diante de Nicarágua, reforçando ações de inteligência, a cooperação internacional e as restrições financeiras.

Relações entre Brasil e EUA

No caso brasileiro, o desgaste aumentou após sucessivas divergências entre Lula e a administração americana sobre Venezuela e Cuba. As recentes trocas de críticas entre Rubio e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) evidenciaram que as diferenças já contaminaram o ambiente político.

A combinação entre pressão econômica, discurso ideológico e ações de inteligência levou analistas a avaliar que Washington pretende ampliar o questionamento sobre as redes políticas e institucionais ligadas a regimes considerados adversários dos interesses americanos na América Latina.

Fonte: Gazeta Política

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