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Alexandre Garcia
Por Gazeta do Povo Lab
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Por Aline Rechmann
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24/07/2026 às 16:09
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O governo Lula enfrenta uma crise comercial com os EUA após Washington anunciar novas taxas sobre produtos brasileiros em julho de 2026. O 'tarifaço' reflete falhas na política externa, o desgaste entre Lula e Donald Trump e choques de interesses estratégicos entre os dois países.
O que motivou as novas tarifas americanas contra o Brasil?
Os Estados Unidos aplicaram uma sobretaxa de até 37,5% em produtos brasileiros alegando falta de ações contra o trabalho forçado, desmatamento ilegal e pirataria. No entanto, analistas apontam que a decisão é fortemente política, influenciada por 62 críticas públicas de Lula a Donald Trump desde 2023, o que minou a confiança e a capacidade de diálogo entre Brasília e Washington.
Como a política externa brasileira influenciou essa crise?
O Brasil priorizou o fortalecimento dos BRICS e a aproximação com China e Rússia, divergindo dos EUA em temas como segurança nacional e governança digital. Esse choque de interesses deixou o Brasil vulnerável à 'linkage diplomacy' (diplomacia de vinculação), uma estratégia em que os EUA condicionam acordos comerciais à cooperação em outras áreas, como direitos humanos e alinhamento político.
Quais práticas específicas foram citadas por Washington como desleais?
O Escritório do Representante de Comércio dos EUA apontou que produtores brasileiros são beneficiados por ações do governo que ferem a livre concorrência. Exemplos citados incluem a exportação de madeira de áreas desmatadas e até a criação do Pix. Para os americanos, por ser controlado pelo Estado, o sistema de pagamentos brasileiro concorre de forma desleal com empresas privadas dos Estados Unidos.
Qual foi a resposta do governo brasileiro diante do tarifaço?
Brasília reagiu com retórica inflamada para o público interno e anunciou a intenção de taxar produtos americanos como celulares e eletrônicos em reciprocidade. Especialistas alertam que essa medida pode prejudicar mais o consumidor e o empresário brasileiro do que os americanos. O governo também sinalizou o uso de dinheiro público para socorrer empresas nacionais atingidas pelas tarifas.
Existem exceções para o aumento das taxas?
Sim. Graças à articulação de entidades privadas, produtos cruciais para a indústria americana, como aeronaves, carne e café, ficaram de fora da sobretaxa. Isso demonstra que a influência internacional de um país hoje depende tanto da diplomacia política quanto da capacidade de mostrar sua importância estratégica para as cadeias de produção globais dos parceiros comerciais.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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Fonte: Gazeta Política


