Terremotos na Venezuela
Um mês após os fortes terremotos que atingiram a Venezuela, o país continua em um cenário de caos. A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) relatou que cerca de 6 mil pessoas permanecem acampadas nas ruas em La Guaira e na capital Caracas, sem abrigo adequado ou serviços básicos.
Situação humanitária
Segundo o regime da ditadora interina Delcy Rodríguez, mais de 23 mil pessoas estão alojadas em 107 acampamentos temporários. No entanto, os números da tragédia seguem incertos devido à falta de transparência do governo. As autoridades venezuelanas confirmaram a morte de quase 5,4 mil pessoas, mas dezenas de milhares de outras seguem desaparecidas.
A plataforma independente Desaparecidos Terremoto Venezuela estima que 29.475 pessoas ainda não foram localizadas. Além disso, os socorristas internacionais que ajudam nas operações de busca e resgate começam a deixar a Venezuela.
Reação internacional
O grupo mexicano Los Topos de Tlatelolco, especializado em operações de resgate, anunciou sua retirada há três semanas, considerando encerrada a “janela biológica” para encontrar sobreviventes. A Espanha também encerrou a missão do seu hospital de campanha, montado no início de julho em Caracas.
O líder oposicionista Edmundo González criticou a resposta do regime de Rodríguez aos terremotos, afirmando que a tragédia tornou impossível esconder os problemas existentes no país, como a perda da capacidade do setor público, a falta de transparência, a corrupção e a indiferença diante do sofrimento dos cidadãos.
Fonte: Gazeta Mundo


