InternacionalNicarágua responde a nota do Brasil sobre aprofundamento da ditadura

Nicarágua responde a nota do Brasil sobre aprofundamento da ditadura

Resposta do regime de Ortega

O regime da Nicarágua, liderado pelo ditador Daniel Ortega, respondeu a uma nota do Itamaraty na qual o governo Luiz Inácio Lula da Silva manifestou “preocupação” a respeito do anúncio do líder sandinista de que “não voltará a haver eleições” no país centro-americano.

Segundo informações da agência EFE, por meio de uma nota oficial do Ministério das Relações Exteriores, a ditadura da Nicarágua afirmou que se trata de “nossa democracia, nossas eleições”.

Declaração do regime sandinista

“Acusamos o recebimento da nota publicada hoje pela Chancelaria do Brasil e, para todos os efeitos, reiteramos que, na lógica da nossa soberania nacional, a Nicarágua assegura processos eleitorais democráticos, livres e transparentes, de acordo com as normativas das instituições nacionais correspondentes”, afirmou a pasta.

No texto, o regime sandinista reiterou seu “carinho fraternal em relação ao povo do Brasil, assim como o respeito que merecem suas instituições nacionais”.

Anúncio de Ortega

Durante a comemoração do 47º aniversário da Revolução Sandinista, no último domingo (19), Ortega, que se mantém no poder desde 2007 por meio de eleições fraudadas, anunciou o fim das eleições no país, alegando a necessidade de evitar que “eles [a oposição]” possam, por meio de um pleito, “tomar o poder”.

Em nota divulgada na quinta-feira, o Itamaraty disse que o governo brasileiro “recebeu com preocupação a declaração do Presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, durante ato alusivo ao 47º aniversário da Revolução Sandinista, de que em seu país ‘não voltará a haver eleições'”.

“[O governo do Brasil] recorda que a realização de eleições livres, periódicas, plurais e transparentes é um dos esteios da democracia, valor com que o Brasil tem um profundo compromisso. Conclama as autoridades do país, por isso, a assegurarem ao povo nicaraguense o livre exercício do direito soberano de escolha dos seus governantes”, afirmou o comunicado.

Eleições na Nicarágua

Na quarta-feira (22), o presidente do Parlamento nicaraguense, o sandinista Gustavo Porras, disse que serão realizadas eleições na Nicarágua, mas sob um novo marco constitucional que as blinde da “ingerência estrangeira” e dos “traidores da pátria”.

Fonte: Gazeta Mundo

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