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América Latina
Guerra EUA x Irã
Por Isabella de Paula
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23/07/2026 às 18:23
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Apuração em andamento
O Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) confirmou na tarde desta quinta-feira (23) uma nova tarifa de 12,5% sobre importações do Brasil por bens produzidos com trabalho forçado.
A medida, baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, atinge outras 59 nações que, segundo o governo de Donald Trump, não agiram para proibir o uso de trabalho forçado no desenvolvimento de suas mercadorias, o que gera uma desvantagem comercial aos EUA. A sobretaxa pode variar de 10%, para países que "se comprometeram a adotar e a aplicar efetivamente proibições à importação de trabalho forçado"; e de 12,5% para países que não teriam adotado tal proibição.
A decisão do USTR foi tomada após duas rodadas de audiências públicas no início do mês, que contou com 2.100 comentários de partes interessadas na investigação. O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro esteve envolvido nas negociações nos EUA para evitar o tarifaço.
“O presidente Trump reconhece que décadas de persuasão moral não erradicaram o trabalho forçado das cadeias de suprimentos globais. Os EUA têm uma proibição de importação de produtos com trabalho forçado há quase um século e a aplicam rigorosamente; já passou da hora de nossos parceiros comerciais fazerem o mesmo”, disse o Representante Comercial do país, Jamieson Greer.
Matérias-primas escapam de sobretaxa. veja lista de isenções
O USTR isentou alguns produtos da sobretaxa por terem o potencial de prejudicar a economia americana.
As mercadorias envolvem matérias-primas e produtos que não podem ser cultivados ou produzidos em quantidades suficientes nos EUA ou obtidos de outras fontes.
Alguns exemplos são a carne bovina brasileira, que ficou de fora da nova cobrança, couros, peles e outros produtos de origem animal. Outras mercadorias que escaparam inicialmente da sobretaxa são o café, madeira, petróleo, gás e fertilizantes.
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Fonte: Gazeta Mundo


