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Banco Master
Banco Central
Por Vinicius Macia
Por Vinicius Macia
23/07/2026 às 10:23
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O banco BTG Pactual passou a deter 18,76% das ações ordinárias (com direito a voto) da Light após a concessionária de energia elétrica aumentar seu capital social em R$ 1,5 bilhão e, com isso, cumprir as etapas necessárias para solicitar o fim da recuperação extrajudicial.
De acordo com o ofício do banco, a ideia é usar as ações da Light em operações no mercado, sem intenção de interferir na gestão ou controlar a companhia. Em junho de 2025, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou um salto no investimento do BTG na Light: de 4,99%, o banco passou a deter 15,17% das ações ordinárias.
O vendedor, que recebeu R$ 1,5 bilhão, era o Fundo de Investimento Multimercado Crédito Privado LS. De acordo com o jornal Estado de São Paulo, a fatia pertencia, na verdade, ao banqueiro Daniel Vorcaro, preso sob suspeita de fraudes na gestão do Banco Master. Na época, o BTG também afirmou que o objetivo era a operação no mercado, e não o controle administrativo.
Leia o ofício do BTG Pactual e o comunicado ao mercado da Light.
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Entenda a crise e a recuperação da Light
Os problemas que levaram a Light a uma crise de caixa remontam a 2013, quando iniciou-se um encolhimento gradual do consumo de energia elétrica na região metropolitana do Rio de Janeiro, sua área de cobertura. Até 2022, a redução ficou em 12,5%.
A pandemia de Covid-19 se somou ao domínio de territórios pelo crime organizado e ao furto de energia pelos chamados gatos no agravamento de uma crise impulsionada pela necessidade de devolver créditos tributários do PIS/Cofins.
Todos os fatores levaram a março de 2023, quando a dívida bruta de R$ 11 bilhões levou a gestão a ingressar com o pedido de recuperação extrajudicial. O plano previa a antecipação de recebíveis com desconto, a emissão de títulos para representar essas obrigações e a injeção de mais dinheiro.
No último movimento, a captação superou a expectativa inicial de R$ 1 bilhão. O capital social, agora, beira os R$ 7 bilhões, permitindo o encerramento da reestruturação, que ainda depende do aval da 3ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.
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Fonte: Gazeta Economia


