O Coro do Papa
Por seiscentos anos, a Cappella Musicale Pontificia Sistina, conhecida como o “Coro do Papa”, teve apenas maestros italianos à frente. No entanto, em 2020, essa sequência ininterrupta foi quebrada com a nomeação de Marcos Pavan, um presbítero católico nascido em São Paulo, como maestro diretor do coro.
Turnê Inédita
Pavan trouxe o coro ao Brasil em uma turnê inédita pela América Latina. O maestro diretor da Cappella Sistina é responsável pela formação musical e litúrgica de um coro que canta nas principais cerimônias do papado, incluindo a Semana Santa e funerais de pontífices.
Ascensão ao Cargo
A trajetória de Pavan começou longe de Roma. Ele se formou musicalmente em São Paulo, com foco em canto e voz, e trabalhou como cantor lírico e regente antes de deixar o Brasil rumo à Itália, em 1991. Pavan passou quase uma década para conquistar a primeira função dentro da Cappella Sistina, comandando os meninos cantores do coro, conhecidos como Pueri Cantores.
Impacto e Legado
A nomeação de Pavan como maestro diretor da Cappella Sistina evidencia que músicos brasileiros podem alcançar posições de grande relevância no cenário internacional. Sua trajetória funciona como incentivo a uma nova geração de regentes e musicólogos brasileiros dedicados à música sacra.
Recentemente, o coro se apresentou na Catedral da Sé, em São Paulo, durante a celebração conduzida pelo cardeal Odilo Pedro Scherer. O repertório incluiu o canto gregoriano, polifonia renascentista e uma faixa cantada em português, “Alegrai-vos”, de autoria do padre José Weber.
A presença de um brasileiro à frente da Cappella Sistina cria uma ponte prática entre a tradição musical cultivada pela Santa Sé e o cenário brasileiro, incentivando projetos de formação e pesquisa em música sacra no Brasil.
Fonte: Gazeta Brasil


