Introdução
Três semanas após os terremotos que atingiram a Venezuela, cresce a preocupação de que o país possa enfrentar uma nova crise migratória nas Américas.
Causas da crise migratória
Devido ao colapso econômico e à repressão provocados pelo chavismo, desde 1999, quando o regime chegou ao poder, mais de 9 milhões de venezuelanos – um terço da população – deixaram o país, em um dos maiores fluxos migratórios do planeta.
Países vizinhos, como a Colômbia, o Peru e o Brasil, receberam a maior parte desse fluxo, com 2,85 milhões, 1,64 milhão e 761,3 mil imigrantes e refugiados venezuelanos, respectivamente.
Impacto dos terremotos
Os terremotos estão provocando deslocamentos internos, com pessoas indo morar na casa de parentes ou vivendo em espaços públicos por terem perdido suas casas ou estarem aguardando vistorias para saber se podem retornar aos seus lares.
Além disso, há um número crescente de pessoas se mudando para estados que não foram afetados, como Táchira e Zulia, na fronteira com a Colômbia, e Delta Amacuro, no leste.
Previsões para o futuro
Embora ainda não seja possível mensurar, presume-se que a migração internacional também deve aumentar, e os venezuelanos interessados em voltar à Venezuela após a queda do ditador Nicolás Maduro devem adiar ou até cancelar esses planos.
Os especialistas acreditam que haverá compreensão dos líderes da América Latina diante da tragédia da Venezuela, e que os novos mandatários têm apoio dos Estados Unidos, que estão colaborando com o regime de Delcy Rodríguez na resposta aos terremotos.
Fonte: Gazeta Mundo


