Consequências político-econômicas das novas tarifas dos EUA
No programa Última Análise, os convidados discutiram as consequências político-econômicas das novas tarifas do presidente americano Donald Trump, que estabeleceu uma tarifa de 25% sobre mais de 70% das exportações brasileiras para os EUA. Segundo Marco Rubio, Secretário de Estado dos Estados Unidos, a medida ocorreu devido à falta de boa-fé nas negociações e ao “ego pessoal” do presidente Lula (PT).
Reações ao tarifaço
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) emitiu uma nota lamentando a perda de vínculos construídos ao longo de 200 anos de cooperação entre Brasil e EUA. A nota culpa o governo por “ruídos diplomáticos desnecessários”, críticas personalistas e desalinhamento político com Washington.
A culpa de Moraes
Dentre as justificativas dos americanos, há menção às decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente as do ministro Alexandre de Moraes. O Departamento de Comércio dos EUA teria enfatizado ordens judiciais de censura contra empresas de tecnologia americanas (como X, Meta e Google) como um dos motivos para o tarifaço.
A advogada Fabiana Barroso criticou as decisões de Moraes, afirmando que “é inviável defender qualquer decisão que Alexandre de Moraes já tenha feito. As violações do ministro, desde a suspensão do X, as próprias postagens, vão muito além do poder que lhe cabia”.
O STF emitiu uma nota, assinada pelo ministro Edson Fachin, defendendo que as decisões da Corte são públicas e fundamentadas. No entanto, o jurista e historiador Enio Viterbo avalia que as decisões de Moraes eram secretas e que a nota do STF é “mentirosa na cara dura”.
Fonte: Gazeta Mundo


