Medida do governo americano
O governo dos Estados Unidos formalizou a imposição de uma tarifa de 25% sobre todas as importações provenientes do Brasil, com início previsto para 22 de julho de 2026. A medida é resultado de uma investigação da “Seção 301” que apontou práticas comerciais desleais e políticas brasileiras prejudiciais ao comércio digital, pagamentos eletrônicos e meio ambiente.
Exceções
Para evitar danos colaterais à sua própria economia, o presidente americano direcionou a criação de uma extensa lista de exceções. O governo americano poupou produtos que se enquadram em quatro categorias: matérias-primas que, se taxadas, causariam a interrupção do suprimento doméstico nos EUA; produtos que poderiam gerar desequilíbrios em toda a economia americana; itens que não podem ser produzidos em solo americano em quantidades suficientes ou a preços razoáveis, e que não possuem fontes alternativas de fornecimento fora do Brasil; e artigos cuja taxação não contribuiria de forma prática para convencer o Brasil a eliminar as práticas questionadas.
Insumos industriais e agrícolas poupados
Diversos setores estratégicos foram protegidos pelas isenções. Na indústria pesada, o ferro-gusa e os resíduos de ferro e aço não serão tarifados. A justificativa é que as fundições americanas dependem do ferro-gusa brasileiro, uma vez que mais de 95% da produção doméstica dos EUA é consumida internamente pelas próprias siderúrgicas integradas, sobrando pouco para o mercado livre.
Produtos alimentícios isentos
No setor de alimentos, o café instantâneo não aromatizado e o mel orgânico foram destacados. O Brasil supre 80% das importações americanas de mel, enquanto a produção local dos EUA cobre apenas 3% da demanda. O café instantâneo foi poupado por não possuir fontes domésticas de produção nos EUA. Diversos cortes de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, incluindo carcaças, cortes com osso e desossados também estão isentos.
Outras exceções
A lista de exceções inclui pescados como atum, cavala, espadarte, tilápia, além de lagostas e outros crustáceos marinhos. Além disso, produtos como café em grão, chá verde, chá preto e mate também foram isentos. A lista de isenções também priorizou a saúde pública, com a exclusão de produtos farmacêuticos e ingredientes ativos usados na fabricação de medicamentos.
Fonte: Gazeta Mundo


