Ataque ao petroleiro
O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos denunciou a morte de um tripulante indiano num ataque atribuído ao Irã contra dois petroleiros que transitavam pelo sul do Estreito de Ormuz na madrugada desta terça-feira (horário local). Além da vítima fatal, pelo menos seis indianos e dois ucranianos ficaram feridos.
A pasta declarou que os petroleiros Mombasa e Al Bahiyah foram atacados por dois mísseis de cruzeiro enquanto navegavam pelas águas territoriais de Omã.
Consequências do ataque
O ataque resultou na morte de um tripulante indiano a bordo do petroleiro Mombasa e ferimentos em outros oito, incluindo quatro com ferimentos graves.
De acordo com o Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos, o ataque também causou danos materiais a ambos os petroleiros devido a incêndios que começaram a bordo, os quais já foram controlados.
Reações internacionais
Os Emirados Árabes Unidos reservam-se o direito de responder a essa escalada e de tomar todas as medidas necessárias para proteger seu território, seus cidadãos e residentes, de forma a salvaguardar sua soberania, segurança e estabilidade, e proteger seus interesses nacionais.
O ataque foi relatado horas depois de o Comando Central dos EUA (Centcom) anunciar o início da terceira noite consecutiva de ataques contra o Irã, ordenados pelo presidente Donald Trump.
De acordo com a declaração do Centcom, os bombardeios visam degradar a capacidade do Irã de atacar civis e navios comerciais no Estreito de Ormuz.
As Forças Armadas iranianas advertiram que não permitirão, sob nenhuma circunstância, que os EUA interfiram na gestão do Estreito de Ormuz.
EUA e o Irã assinaram um memorando de entendimento em 17 de junho para encerrar a guerra, desbloquear o Estreito de Ormuz e iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano, mas as tensões aumentaram nos últimos dias devido à retomada dos confrontos no Oriente Médio.
Fonte: Gazeta Mundo


