Uma experiência única
Em 2013, uma mulher brasileira de 60 anos assistiu à primeira missa celebrada pelo Papa Francisco, na Praça São Pedro, em Roma. Embora não fosse católica, ela ficou impressionada com o canto da Cappella Musicale Pontificia Sistina, o “coro do Papa”, que a acompanhava durante a cerimônia. Esse coro, com origens que remontam aos séculos VI e VII, é um patrimônio musical de mais de mil anos e agora chega ao Brasil em uma turnê histórica.
A turnê no Brasil
A Cappella Musicale Pontificia Sistina desembarca na América Latina pela primeira vez e o Brasil é o país escolhido para a estreia. A turnê passa por Campinas, Curitiba e termina em São Paulo, na Sala São Paulo. O músico e pesquisador Clayton Dias considera a vinda do coro ao país um marco em quatro frentes simultâneas: simbólica, cultural, eclesial e musical.
A importância da turnê
Do ponto de vista simbólico, é a primeira vez que um coro com séculos de tradição vaticana se apresenta no continente. Culturalmente, o público brasileiro tem acesso direto a um repertório que moldou a própria música ocidental. E, no campo eclesial, a turnê aproxima músicos e fiéis brasileiros de uma tradição litúrgica que a Igreja Católica mantém viva.
O legado da Cappella Sistina
A Cappella Musicale Pontificia Sistina representa uma linha ininterrupta de mestres, desde Giovanni Pierluigi da Palestrina até Lorenzo Perosi, passando por Domenico Bartolucci e Giuseppe Liberto. No Brasil, a realidade da música sacra é outra, mais jovem e fragmentada, mas com um interesse crescente pelo canto gregoriano tanto no meio acadêmico quanto nas comunidades católicas.
O impacto da turnê
A presença da Cappella Sistina pode fortalecer o movimento de resgate da música sacra no Brasil, oferecendo um exemplo concreto de como tradição, excelência artística e serviço à liturgia caminham juntos. Clayton Dias afirma que a turnê é uma oportunidade privilegiada de formação, intercâmbio e valorização de um patrimônio musical que continua plenamente vivo.
Fonte: Gazeta Brasil


