Plano Nacional de Mineração 2050
O Plano Nacional de Mineração 2050, lançado pelo governo Lula, visa tornar o Brasil líder em terras raras. No entanto, o plano enfrenta obstáculos como a falta de mapeamento do subsolo, insegurança jurídica e burocracia ambiental.
Terras Raras
Terras raras são um grupo de 17 minerais essenciais para a fabricação de produtos modernos, como motores de carros elétricos, turbinas de energia eólica, celulares e sistemas de defesa. Elas são chamadas de ‘críticas’ porque a economia mundial depende delas para a transição energética, mas sua extração e processamento são difíceis e dominados hoje quase totalmente pela China.
Polêmica sobre as Reservas Brasileiras
O governo afirma que o Brasil possui 21 milhões de toneladas de terras raras, citando dados antigos de órgãos americanos. Porém, o próprio Serviço Geológico dos Estados Unidos revisou esse número para 11 milhões neste ano. Especialistas explicam que há uma confusão entre ‘recurso’ (potencial geológico) e ‘reserva’ (quantidade comprovada e viável para extração), e o Brasil ainda conhece pouco o que realmente existe em seu subsolo.
Objetivos do Plano
O Plano Nacional de Mineração 2050 quer elevar a fatia do setor mineral no Produto Interno Bruto (PIB) de 3,3% para 4,8%. O objetivo é criar cerca de 800 mil novos empregos diretos nas próximas décadas, transformando o potencial mineral em um vetor de desenvolvimento econômico e tecnologia, deixando de ser apenas um exportador de matéria-prima bruta.
Principais Obstáculos
O caminho é longo e tortuoso. Entre a descoberta de um mineral e o início da produção, costumam-se passar dez anos. O setor sofre com a demora exagerada no licenciamento ambiental, falta de investimento em mapeamento geológico detalhado e disputas judiciais sobre as regras do setor. Além disso, muitas áreas promissoras para mineração estão em terras onde o agronegócio já produz, exigindo diálogo entre as duas áreas.
Fonte: Gazeta Política


