Decisão do STF
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino que determinou o bloqueio de R$ 119,2 milhões em emendas parlamentares vinculadas ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.
Em nota oficial, Motta afirmou que a Presidência da Câmara vê a decisão como uma “indevida intervenção judicial” sobre uma atividade típica do Parlamento e sustentou que o despacho não aponta irregularidades na aplicação dos recursos públicos.
Reação de Motta
Segundo o presidente da Câmara, “a decisão em questão não identifica desvio, abuso ou aplicação irregular de verbas públicas” e se baseia em “inferições” que tentariam “criminalizar a atividade política”. Ainda de acordo com a nota, a destinação das emendas parlamentares estaria em conformidade com a legislação vigente e com os acordos institucionais firmados entre os Poderes perante o próprio STF.
Hugo Motta também saiu em defesa dos servidores da Câmara. Segundo ele, é prática regular que parlamentares autorizem suas equipes a operacionalizar indicações de emendas de acordo com as orientações das lideranças partidárias, o que, segundo afirmou, “não traduz qualquer irregularidade”.
Investigação
Na sexta-feira (10), Flávio Dino determinou o bloqueio de R$ 119,2 milhões em emendas parlamentares após investigações da Polícia Federal apontarem um suposto esquema de direcionamento irregular de recursos envolvendo o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.
Segundo a PF, servidores da Câmara dos Deputados teriam atuado em conjunto para operacionalizar a indicação de ao menos 21 emendas parlamentares consideradas irregulares, que somam cerca de R$ 119,2 milhões.
Defesa de Valdemar
Em nota, Valdemar Costa Neto afirmou que a decisão representa uma criminalização da atividade parlamentar. A defesa do dirigente do PL argumentou que a medida foi baseada em “premissas frágeis” e classificou a decisão como uma “indevida criminalização da atividade político-partidária”.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cobrou isonomia nas investigações conduzidas pela Polícia Federal envolvendo a destinação de emendas parlamentares.
Fonte: Gazeta Política


