Inflação em junho
A inflação oficial do Brasil desacelerou para 0,16% em junho, de acordo com dados do IBGE divulgados recentemente. Esse resultado foi influenciado principalmente pela queda nos preços dos alimentos, que recuaram 0,24% no mês.
Impacto dos alimentos e outros grupos
O grupo Habitação teve o maior impacto no resultado de junho, com um aumento de 1,53% no custo da energia elétrica residencial, influenciado pela bandeira tarifária amarela e reajustes em várias cidades do país. Já os transportes contribuíram para manter os preços em alta, com uma disparada de 7,12% nos preços das passagens aéreas.
No entanto, os combustíveis registraram queda, com destaque para o etanol (-3,09%), óleo diesel (-1,19%), gás veicular (-0,19%) e gasolina (-0,12%). A redução nos preços dos alimentos foi puxada pelos preços menores do café moído (-3,72%), das frutas (-1,58%) e das carnes (-0,64%).
Variações regionais e perspectivas
Entre as capitais pesquisadas pelo IBGE, Brasília registrou a maior inflação do país, de 0,52%, impulsionada pela alta das passagens aéreas e da gasolina. Já Recife apresentou deflação de 0,04%, beneficiada pela queda nos preços do tomate e dos combustíveis.
A escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã e o fim do cessar-fogo podem acender o alerta no mercado internacional de petróleo, o que pode dificultar a trajetória de desaceleração da inflação no Brasil. Uma alta prolongada das cotações internacionais do petróleo tende a aumentar as pressões sobre os preços dos combustíveis, das passagens aéreas e de outros produtos e serviços.
Fonte: Gazeta Economia


