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09/07/2026 às 14:24
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O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, afirmou a investigadores da Polícia Federal que o ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB-DF), estava a par de tudo o que acontecia na instituição – inclusive a compra do Banco Master, que posteriormente foi barrada pelo Banco Central.
A Gazeta do Povo apurou com fontes a par da investigação que esta frente de investigação está na fase final e que colocaria Ibaneis no centro das negociações bilionárias com o banqueiro preso Daniel Vorcaro. O BRB vem adiando desde março a divulgação dos resultados de 2025 que mostrarão quanto a instituição perdeu de dinheiro com a compra de carteiras de crédito fraudulentas do Master e os trâmites para a compra da instituição financeira.
A reportagem tenta contato com as defesas de Ibaneis e de Costa, o espaço segue aberto para manifestações.
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Essa etapa de conclusão da investigação referente às negociações entre o BRB e o Master coincide com a desistência de Ibaneis Rocha de concorrer ao Senado pelo Distrito Federal, anunciada nesta quarta-feira (8). O político alegou motivos pessoais e profissionais para deixar a disputa.
“Estou completando 55 anos na próxima sexta, quero cuidar da família”, declarou ele à TV Globo. “Vou cuidar dos meus filhos e do meu escritório”, completou em entrevista ao Estadão.
A reportagem apurou que a Polícia Federal investiga se o ex-governador teria trabalhado para que a compra do Banco Master pelo BRB fosse fechada ainda durante sua gestão, com base nas provas reunidas até o momento e nas declarações de Costa. Ibaneis não é alvo de indiciamento e nem de medidas cautelares.
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Técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU) apontam que a gestão de Ibaneis Rocha tentou usar a Corte como uma espécie de 'instância de recurso'. O objetivo seria forçar o Banco Central a autorizar a operação entre os dois bancos, mesmo após o órgão regulador identificar problemas técnicos e riscos na transação financeira.
O Banco Central havia identificado indícios de fraudes e ativos inexistentes em carteiras de crédito que o Banco Master já havia vendido ao BRB anteriormente. Por causa desses riscos e de irregularidades encontradas, o órgão regulador barrou tecnicamente a aquisição de um novo pedaço do banco privado.
Na época, o governo do Distrito Federal afirmou que o acionamento do TCU foi legítimo e visava apenas evitar a depreciação do valor de mercado do BRB e proteger sua imagem institucional ante a demora do Banco Central. A gestão negou qualquer pressão indevida e afirmou que o banco público possuía governança independente para suas decisões comerciais.
A atual governadora e candidata ao governo do Distrito Federal, Celina Leão (PP-DF), optou por se distanciar dele após a saída para concorrer ao Senado. Pouco depois, com o avanço das investigações e o aprofundamento da crise do BRB, a antiga vice passou a criticar fortemente seu ex-chefe, afirmando que “sucessão não é submissão”.
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Fonte: Gazeta Política


