Candidatura à Presidência
A líder da direita francesa, Marine Le Pen, anunciou sua candidatura ao Palácio do Eliseu nesta terça-feira (7). O anúncio ocorre no mesmo dia em que um tribunal de apelações de Paris manteve sua condenação por acusações de desvio de recursos do Parlamento Europeu, mas reduziu sua pena.
Le Pen declarou no telejornal de horário nobre da TF1 que será candidata à presidência e que recorrerá ao Supremo Tribunal para defender sua inocência. Ela também anunciou que o presidente de seu partido, Reagrupamento Nacional (RN), Jordan Bardella, será seu primeiro-ministro caso ela alcance o Palácio do Eliseu.
Decisão Judicial
O Tribunal de Apelação de Paris argumentou que a redução da inabilitação de Le Pen para ocupar cargos públicos baseia-se no princípio da proporcionalidade e leva em conta a liberdade de escolha do eleitor. A sentença inicial, proferida em 31 de março de 2025, já havia sido cumprida parcialmente, o que é considerado suficiente para reparar o dano causado à integridade pública.
Com a redução da pena, Le Pen não precisará fazer campanha com a tornozeleira eletrônica, algo que considerava essencial para o lançamento de sua candidatura. Ela afirmou que fará campanha sem o dispositivo eletrônico, pois o recurso ao Supremo Tribunal suspende os efeitos da sentença.
Plano de Campanha
Le Pen antecipou que sua campanha será baseada em soluções para a França e que a dupla formada por ela e Jordan Bardella é confiável e vencedora. Ela ressaltou que suas ambições políticas são lutar pela França e que acredita na fórmula vencedora que eles formam.
A candidatura de Le Pen ocorre em um momento em que a direita nacionalista francesa está crescendo nas eleições municipais e ganhando fôlego para a disputa presidencial. A decisão do tribunal de apelações de Paris pode ter impacto significativo na corrida presidencial do ano que vem.
Fonte: Gazeta Mundo


