Introdução
O acesso ao teste do pezinho, um exame fundamental para detectar doenças graves em recém-nascidos, ainda é um desafio no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, a cobertura nacional por ano é de cerca de 87% dos nascidos vivos, o que significa que muitas crianças não têm acesso a esse exame crucial.
Desigualdades Regionais
Os dados mostram desigualdades regionais significativas. O Sul lidera com 92% de cobertura, enquanto o Norte e o Nordeste registram os menores índices, com 75% e 79%, respectivamente. O Sudeste tem 85,45% e o Centro-Oeste 80,14%.
Casos de Estudo
O caso das irmãs Laura e Ana Luiza ilustra bem as consequências dessas desigualdades. Laura, que nasceu na década de 1990, não fez o teste do pezinho e foi diagnosticada com fenilcetonúria apenas aos 5 anos, o que resultou em deficiência intelectual. Já Ana Luiza, que nasceu mais tarde, fez o exame e recebeu diagnóstico precoce e tratamento, evitando assim as sequelas irreversíveis.
Doenças Detectadas
O teste do pezinho detecta seis grupos de doenças considerados básicos, incluindo fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase. A importância do diagnóstico precoce não pode ser subestimada, pois permite intervenções que podem mudar o curso da doença e evitar sequelas irreversíveis.
Consequências
As consequências do não diagnóstico ou do diagnóstico tardio podem ser devastadoras, não apenas para a criança, mas também para a família. A deficiência intelectual, por exemplo, pode exigir cuidados contínuos e afetar a dinâmica familiar, incluindo a capacidade dos pais de trabalhar e sustentar a família.
Ampliação do Teste do Pezinho
A ampliação do teste do pezinho para incluir mais doenças é um desafio. A Lei nº 14.154, sancionada em 2021, previa a ampliação gradual até 2026, mas o Ministério da Saúde redefiniu o cronograma para até 2030. Alguns estados e cidades já realizam o teste ampliado, mas ainda há muito trabalho a ser feito para garantir que todas as crianças tenham acesso a esse exame vital.
Fonte: Saúde Brasil


