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Ex-catador de papelão se torna empresário e fatura R$ 100 milhões com empresa de energia

Uma história de superação

Na década de 80, uma reportagem da Rede Globo mostrou um menino de 10 anos catando papelão nas ruas de Londrina, no norte do Paraná. Esse menino era Sérgio Fagundes, que hoje é um empresário de sucesso, fundador da Insight Energy, empresa que projeta faturar R$ 100 milhões em 2026.

A empresa atua em um nicho tecnológico restrito, fabricando e reparando grandes geradores para hidrelétricas e termelétricas, como as de Itaipu e Tucuruí, e atende gigantes como Petrobras e Copel.

Do mingau de fubá à engenharia

A vida de Sérgio Fagundes mudou drasticamente em 1975, quando a “geada negra” destruiu os cafezais paranaenses e empurrou sua família do campo para as incertezas da cidade. Filho mais velho de sete irmãos, ele conheceu a fome de perto.

Enquanto outras crianças brincavam, Sérgio trabalhava e observava o padrão de vida de vizinhos cujos pais eram eletricistas. Foi então que decidiu que aquela profissão seria sua porta de saída da pobreza e passou a investir no aprendizado de um ofício que enxergava como uma oportunidade real de ascensão social.

Furando a bolha das multinacionais

Em 2010, Sérgio Fagundes deu o salto mais arriscado: deixou a estabilidade do emprego para fundar a Insight Energy. Com um notebook velho e um plano de negócios de apenas duas páginas, ele decidiu entrar em um nicho tecnológico extremamente restrito, dominado por gigantes globais como Andritz, GE e Voith.

A Insight Energy especializou-se em grandes máquinas geradoras de energia, atendendo clientes do porte de Petrobras, Copel e diversas siderúrgicas. Hoje, a empresa é a única brasileira com capacidade técnica para competir nesse mercado.

Desafios e críticas

Para o empresário, empreender no Brasil é como tentar atravessar um rio de correnteza forte sem saber nadar. Ele critica duramente a falta de educação administrativa e financeira nas escolas brasileiras, o que leva muitos talentos ao fracasso por desconhecerem as áreas jurídica e tributária.

Além disso, a precariedade da infraestrutura nacional impõe custos logísticos elevados. Sérgio compara o Brasil com potências como China e EUA, onde já visitou fábricas como a da Tesla. Para ele, a tecnologia brasileira é competitiva, mas o “custo Brasil” trava o país no terceiro mundo.

Fonte: Gazeta Economia

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