Introdução ao Conceito
Teoria diz que memórias reprimidas e armazenadas podem voltar mais tarde por meio de sintomas físicos. A ideia de que o corpo guarda as marcas de um trauma psicológico tem sido amplamente discutida e popularizada pelo livro de Bessel van der Kolk, “O Corpo Guarda as Marcas”, publicado em 2014.
As Guerras da Memória
Durante a década de 1990, a ideia de memórias reprimidas provocou uma grande disputa científica conhecida como “guerras da memória”. Clínicos e pesquisadores discordavam sobre se eventos traumáticos poderiam ser completamente inacessíveis à memória consciente, apenas para serem recuperados posteriormente em terapia.
Repressão como Mecanismo de Defesa
A ideia central, enraizada na teoria psicanalítica, era que experiências traumáticas são tão avassaladoras que a mente inconscientemente as reprime como mecanismo de defesa, removendo-as da consciência enquanto continuam a produzir sintomas psicológicos.
Trauma e Corpo
As experiências traumáticas são ainda descritas como perturbadoras do sistema nervoso de formas duradouras, mesmo além da consciência ou memória da pessoa sobre o que aconteceu. Esse argumento mudou as percepções públicas sobre o trauma.
Como a Memória Funciona
A memória não funciona como um dispositivo de gravação que podemos simplesmente “reproduzir”. Décadas de pesquisa mostram que a memória autobiográfica é reconstruída cada vez que um evento é lembrado.
Terapias Alternativas
O livro promove uma ampla gama de terapias para trauma como alternativas a tratamentos mais estabelecidos para TEPT, incluindo ioga e psicodrama. Algumas dessas abordagens podem ser úteis para algumas pessoas, mas surgem problemas quando se afirma que essas técnicas podem ajudar as pessoas a “acessar memórias reprimidas”.
Fonte original: Folha de S.Paulo
Fonte: Saúde Brasil


