Por Vinicius Macia
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Por Hermano Freitas
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02/07/2026 às 20:13
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O juiz Mário Chiuvite Júnior, da 3ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP), suspendeu a obrigação do SBT de divulgar um direito de resposta da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) por conta de críticas do apresentador Carlos Massa, conhecido como Ratinho. A decisão é desta quinta-feira (2), atendendo a um pedido da emissora.
O caso diz respeito ao episódio em que Ratinho disse que a Comissão da Mulher da Câmara dos Deputados deveria ser presidida por "uma mulher de verdade". Em sua fala, ele diferenciou mulheres de mulheres trans, o que foi interpretado pela parlamentar como transfobia.
Diante disso, o juiz André Della Latta Cartaxo, da 2ª Vara Cível Central, entendeu que houve uma ofensa pessoal, não apenas relacionada à atuação parlamentar, e determinou o direito de resposta em até 10 dias, sob pena de multa diária de R$ 50 mil.
Como o processo está em fase de recurso, Chiuvite Júnior entendeu que há possibilidade de reversão e que não há qualquer risco em adiar o direito de resposta. Agora, o processo segue em trâmite na segunda instância.
Leia a decisão na íntegra.
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A ascensão de Erika Hilton à liderança da Comissão da Mulher gerou revolta tanto em grupos conservadores quanto por parte de movimentos feministas que veem perda de protagonismo das mulheres cisgênero no debate público. Foi nesse contexto que Ratinho proferiu suas críticas, alegando que, em sua visão, uma mulher "de verdade" possui útero e menstrua.
Mesmo atuando contra o direito de resposta, o SBT optou por tentar acalmar os ânimos fora dos tribunais. Logo após o episódio, ocorrido em março de 2026, a presidente da emissora, Daniela Beyruti, telefonou para a deputada pedindo desculpas.
Em sentido oposto, Ratinho acionou Erika criminalmente, alegando difamação na resposta da parlamentar à crítica. "Eu sou e sempre serei uma mulher. Este apresentador é, e sempre será, um rato", escreveu em suas redes sociais.
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Fonte: Gazeta Política


