Pacote de Reformas
O governo da Alemanha, liderado pelo chanceler Friedrich Merz, anunciou um amplo pacote de reformas para tentar reaquecer a economia, reduzir impostos e flexibilizar regras trabalhistas. As medidas foram apresentadas após uma rodada de negociações entre os partidos da coalizão governista.
Merz afirmou que o pacote de reformas serve para modernizar a economia alemã e recuperar a competitividade do país. O chanceler disse que o governo quer “colocar a Alemanha em movimento novamente”, com cortes de impostos, redução de burocracia e mudanças no mercado de trabalho.
Cortes de Impostos
O pacote prevê cerca de 10 bilhões de euros por ano em alívio no imposto de renda. A redução deve beneficiar principalmente trabalhadores de renda baixa e média a partir de 1º de janeiro de 2027. Uma família com dois filhos e renda anual de 60 mil euros poderá economizar mais de 600 euros por ano.
Para financiar parte da redução de impostos, o governo pretende elevar a cobrança sobre os mais ricos. A alíquota máxima do imposto de renda deve subir de 45% para 47% para contribuintes de renda muito alta.
Mudanças no Mercado de Trabalho
Na área trabalhista, o governo quer acabar com a possibilidade de trabalhadores obterem atestado médico por telefone. Os funcionários também deverão apresentar atestado médico já no primeiro dia de afastamento por doença.
O pacote também flexibiliza contratos temporários e regras para empresas. O governo quer permitir que companhias usem por mais tempo contratos com prazo determinado, sem a obrigação de transformar esses vínculos em empregos permanentes.
Reações
Sindicatos criticaram parte das mudanças. A central Verdi afirmou que a exigência de atestado médico desde o primeiro dia expressa uma “cultura de desconfiança” contra os trabalhadores. A IG Metall classificou o pacote como uma mistura de “luz e sombra” e chamou a ampliação de contratos temporários de “ataque aos direitos dos trabalhadores”.
De acordo com a DW, o presidente do Deutsche Bank, Christian Sewing, elogiou as medidas e disse que elas representam um ponto de partida importante para recuperar a competitividade alemã.
Fonte: Gazeta Mundo


