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Eleições 2026
Alexandre Garcia
Por Gazeta do Povo Lab
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Por Cristiano Carlos
Por Cristiano Carlos
01/07/2026 às 01:47
01/07/2026 às 01:47
Nesta quarta-feira (1º), a Corte de Roma analisa o segundo pedido de extradição da ex-deputada Carla Zambelli. A ofensiva do governo Lula ocorre logo após uma derrota na Suprema Corte italiana, levantando questionamentos sobre a estratégia política e jurídica por trás dessa insistência.
O que aconteceu no primeiro pedido de extradição?
Em maio, a Suprema Corte da Itália negou o pedido brasileiro. Os juízes italianos entenderam que houve um acúmulo irregular de funções por parte do ministro Alexandre de Moraes, que atuou como vítima, investigador e juiz no mesmo processo. Para a justiça europeia, essa concentração fere o princípio de um julgamento justo e imparcial.
Qual é a nova estratégia jurídica do governo?
Para tentar contornar a rejeição anterior, o novo pedido foi baseado em outro processo: o da posse ilegal de arma. Além disso, o relator do caso no STF mudou para o ministro Gilmar Mendes. O governo espera que, ao trocar o crime base e o juiz responsável, a justiça italiana não veja mais o risco de parcialidade alegado anteriormente.
Por que o pedido é considerado eleitoreiro por especialistas?
Analistas avaliam que a rapidez em reapresentar o caso, menos de dois meses após a derrota, visa criar um fato político positivo para a pré-campanha petista. A ideia seria transformar a extradição em um 'troféu' político, demonstrando controle sobre a oposição, mesmo que os fundamentos jurídicos para uma mudança de decisão na Itália sejam considerados frágeis.
A extradição depende apenas da justiça italiana?
Não. O processo na Itália tem duas etapas. Primeiro, a fase jurídica, onde as cortes analisam se o pedido respeita as leis e direitos humanos. Se aprovado, o caso segue para a fase política, onde o governo da primeira-ministra Giorgia Meloni decide se concede ou não a extradição, levando em conta os interesses diplomáticos e a conveniência política do país.
Quais são as possíveis consequências de uma nova negativa?
Se a Itália negar o pedido novamente, isso pode criar um precedente perigoso para o governo e para o STF. Outros brasileiros investigados que vivem no exterior, como influenciadores e políticos, poderiam usar as decisões italianas como prova internacional de que não há garantias de um processo justo no Brasil, fortalecendo discursos de perseguição política.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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Fonte: Gazeta Política


