Plano Safra 2026/2027
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou o Plano Safra 2026/2027, com um valor recorde de R$ 610 bilhões, dos quais R$ 525,1 bilhões para a agricultura empresarial e R$ 84,9 bilhões para pequenos produtores. No entanto, o valor ficou abaixo do que pediam entidades representativas do setor.
Recurso Insuficiente
A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) defendia um orçamento de R$ 670 bilhões. O presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette, afirmou que o valor anunciado é apenas um número no papel e que não há mecanismos para transformá-lo em investimentos no campo.
Linhas de Custeio
Os juros para grandes produtores são 12,5% ao ano, enquanto para os médios produtores enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), a taxa ficou em 9% ao ano. O Sistema Faep havia defendido juros máximos de 10,5% nas linhas de crédito e de 7% para o Pronamp.
Recursos para Custeio e Comercialização
Os recursos destinados a custeio e comercialização foram reduzidos, com uma queda de 14,7% no volume equalizado. Além disso, o governo incluiu valores de outros programas, o que não havia sido feito em anúncios anteriores.
Consequências
A queda nos recursos pode afetar a produção de alimentos, uma vez que os recursos de custeio funcionam como capital de giro para os produtores. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) afirmou que o acesso ao crédito rural fica mais limitado, com uma sinalização de substituição da política agrícola baseada em juros subvencionados por linhas com custo financeiro mais elevado.
Aumento do Valor
O aumento no valor destinado ao Plano Safra 2026/2027 foi menor do que a inflação, o que representa uma contração de aproximadamente R$ 13,6 bilhões em relação ao necessário para manter o poder de compra do crédito da safra anterior, segundo o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Lucas Costa Beber.
Fonte: Gazeta Economia


