Saída de Jaques Wagner
A saída do senador Jaques Wagner (PT-BA) da liderança do governo no Senado foi interpretada por aliados e adversários como uma tentativa do Palácio do Planalto de conter os danos políticos provocados pelo caso Banco Master.
Após uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Wagner informou que deixaria o cargo para se dedicar à sua defesa e provar sua inocência.
Investigação e suspeitas
Uma decisão do ministro do Supremo André Mendonça revelou que a Polícia Federal suspeita que Jaques Wagner tenha usado sua atuação parlamentar para favorecer o Banco Master.
Diálogos publicados pelo jornal O Estado de S.Paulo entre Vorcaro e um diretor do Banco Master levaram alguns políticos e analistas a concluir que o senador seria o elo entre uma suposta interlocução do ex-banqueiro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Análises e reações
Segundo o advogado e analista político André Marsiglia, a saída de Jaques Wagner está longe de encerrar a crise e questiona se a medida será suficiente para impedir novos desdobramentos da investigação.
O cientista político Tiago Valenciano avalia que o afastamento de Wagner produz um duplo efeito: tenta preservar o governo do desgaste político, mas ao mesmo tempo reforça a associação entre a investigação e o presidente.
Parlamentares da oposição afirmaram que a troca na liderança do governo não elimina o desgaste político para o Palácio do Planalto.
O senador Carlos Viana (Podemos-MG) afirmou que a saída de Wagner “não apaga o escândalo do Banco Master” e “escancara o tamanho da crise instalada dentro do Planalto”.
Fonte: Gazeta Política


