Prisão na Itália
A polícia italiana prendeu o brasileiro João Guilherme Correa, apontado como um dos líderes da organização neonazista Hammerskin Nation no Brasil, em uma fazenda na província de Pavia, no norte da Itália.
Correa estava foragido e foi localizado após um alerta da Interpol. Ele deve permanecer preso na Itália enquanto tramita o processo de extradição para o Brasil.
Motivo do crime
O brasileiro havia sido condenado a 35 anos e 2 meses de prisão pelo assassinato de Bernardo Dayrell Pedroso, de 24 anos, e Renata Waechter, de 21 anos. O casal foi morto a tiros em 2009, em Quatro Barras, na região metropolitana de Curitiba.
Segundo a acusação do Ministério Público, o crime foi motivado por uma disputa de liderança dentro do grupo neonazista.
Fuga e prisão
Correa fugiu do Brasil em março de 2025, às vésperas do julgamento em que foi condenado. Ele cumpria prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica e conseguiu a desativação temporária do equipamento sob o argumento de que precisava passar por uma cirurgia de emergência.
Ele não compareceu ao julgamento nem à cirurgia e foi localizado na Itália durante o verão europeu de 2025. Correa apresentou um documento falso que não era brasileiro no momento da prisão.
Extradição
Além da condenação pelo duplo homicídio, Correa também aguarda julgamento por acusação de participar da Hammerskin Nation. Segundo a investigação policial, ele tinha papel de liderança na divisão brasileira do grupo.
A Hammerskin Nation é uma rede internacional neonazista surgida a partir de grupos supremacistas brancos dos Estados Unidos. A organização tem conexões em vários países, inclusive na Itália, e mantém vínculos internacionais com o Combat 18, grupo extremista classificado como terrorista no Reino Unido e em outros países europeus.
Fonte: Gazeta Mundo


