Debate sobre ar-condicionado
Políticos de esquerda e partidos ambientalistas na Europa têm criticado o uso de ar-condicionado, mesmo diante de uma onda de calor recorde que tem afetado vários países do continente.
A discussão ganhou força especialmente na França, onde as temperaturas se aproximaram de 40°C e o país registrou seu dia mais quente da história recente.
Posição da direita francesa
Marine Le Pen, do Reagrupamento Nacional, defendeu a criação de um plano nacional de instalação de ar-condicionado em escolas, hospitais e casas de repouso para idosos, argumentando que o Estado precisa proteger a população mais vulnerável durante ondas de calor cada vez mais fortes.
Críticas da esquerda
Jean-Luc Mélenchon, líder de extrema esquerda, se posicionou contra a instalação ampla de aparelhos de ar-condicionado, classificando a medida como uma “falsa solução” que agravaria o problema.
Partidos verdes também defendem que a prioridade deve ser “reformar prédios, melhorar o isolamento térmico, ampliar áreas verdes e criar sistemas de ventilação natural”.
Regras nacionais
Na França, uma regra nacional em vigor desde 2022 proíbe bares, cafés e restaurantes de usar sistemas de ar-condicionado ou aquecimento em terraços abertos.
Estabelecimentos que usam ar-condicionado ou aquecimento em ambientes internos são obrigados a manter portas e aberturas fechadas quando os equipamentos estão ligados.
Outros países
Na Bélgica, a cidade de Gante recomendou que moradores evitassem o uso de ar-condicionado, enquanto no Reino Unido, críticos do governo trabalhista afirmam que políticas climáticas e regras de construção desestimularam a instalação de ar-condicionado em casas, escolas e hospitais.
Fonte: Gazeta Mundo


