EconomiaGonet defende que STF restrinja “calote dos precatórios”

Gonet defende que STF restrinja “calote dos precatórios”

Receba notícias por email

Banco Master

Banco Central

Por Vinicius Macia

Por Vinicius Macia

26/06/2026 às 14:03

26/06/2026 às 14:03

Ouça este conteúdo

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu, no Supremo Tribunal Federal (STF), que apenas estados e municípios que comprovarem que não possuem caixa para pagar as dívidas geradas por decisões judiciais – os precatórios – devem ter direito aos limites de desembolso concedidos pela Emenda Constitucional nº 136/2025.

O parecer foi protocolado nesta quinta-feira (25) em uma ação direta de inconstitucionalidade (ADI) proposta pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) contra o que ficou conhecido como "calote dos precatórios". O processo está sob relatoria de Luiz Fux.

"Se, por um lado, a vinculação compulsória de recursos dos orçamentos dos estados e municípios para a quitação de precatórios em mora pode configurar um instrumento eficaz para o adimplemento dos requisitórios vencidos, de modo a permitir a redução do estoque dos entes devedores; por outro, a postergação excessiva do cumprimento do dever estatal de pagar dívidas com precatórios não se coaduna com limites materiais de reforma do texto constitucional", diz o parecer.

Para o presidente do Conselho Federal da OAB, Beto Simonetti, o posicionamento de Gonet "reafirma que o equilíbrio fiscal não pode servir de justificativa para o descumprimento de decisões judiciais". O presidente da Comissão Nacional de Estudos Constitucionais, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, caminha no mesmo sentido, ao opinar que "medidas excepcionais podem ser adotadas para enfrentar dificuldades fiscais, mas não podem resultar no adiamento indefinido do cumprimento de decisões judiciais nem no esvaziamento de direitos fundamentais dos credores".

VEJA TAMBÉM:

Senado aprova PEC que legaliza “calote” de precatórios e abre espaço para gastos do governo

Congresso promulga “PEC do calote” em dívidas dos governos; OAB vai acionar STF

Entenda a mudança no sistema de pagamento de precatórios

A aprovação da chamada PEC dos Precatórios possibilitou o parcelamento das dívidas de estados e municípios com a União em até 360 parcelas, além de amenizar a atualização dos valores conjugando a taxa Selic e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

A maior das mudanças, porém, é a enfrentada pela OAB e pelo Ministério Público: a imposição de um teto de pagamento baseado na Receita Corrente Líquida (RCL) que varia de 1% a 5%, de acordo com o tamanho do estoque de precatórios acumulados.

O problema, para Gonet, é que o dispositivo não estipula pagamentos mínimos, mas limites anuais, impedindo que estados e municípios adiantem os pagamentos caso tenham caixa para isso. Ele menciona um exemplo citado pelo Comitê Nacional de Precatórios ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ):

"Tome-se o caso do estado do Rio Grande do Norte, cuja dívida total consolidada em janeiro de 2025 alcançava 38,07% […] da sua receita corrente líquida anual. De acordo com a regra proposta, a quitação da dívida atual somente ocorrerá em 2041, ou seja, em 15 (quinze) anos. Considerando que, nesse prazo, novos precatórios serão acrescidos ao estoque, não há possibilidade de se fazer qualquer estimativa de termo final para quitação da dívida, impondo aos credores, na sua imensa maioria pessoas físicas com mais de 60 anos de idade, o encargo da imprevisibilidade da satisfação do direito que lhes foi reconhecido judicialmente", detalha o ofício.

O procurador-geral da República também concordou com a OAB ao propor que haja um limite na possibilidade de negociação entre o cidadão e o poder público. A emenda deu a esses cidadãos a opção de buscar o pagamento de seu precatório já no ano seguinte, mas com redução de parte do valor a que têm direito. Para Gonet, essas negociações não podem reduzir mais do que 40% do valor devido.

Você pode se interessar

Michelle volta atrás e nega briga com Flávio Bolsonaro

Michelle volta atrás e nega briga com Flávio Bolsonaro

Venezuela confirma mortes após terremotos

Venezuela confirma mortes após terremotos

Imigração descontrolada agora é problema também na África

Imigração descontrolada agora é problema também na África

Intromissão da AGU no caso de Moraes nos EUA pode se voltar contra ele e o Estado brasileiro

Intromissão da AGU no caso de Moraes nos EUA pode se voltar contra ele e o Estado brasileiro

Deixe sua opinião

Encontrou algo errado na matéria?

Comunique erros

Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Principais Manchetes

O que se sabe sobre o uso do Bolsa Família para compra de drogas

Flávio faz gesto a Michelle e mira eleição; assista ao Sem Rodeios

Ministros do STF voltam atrás e liberam parte dos “penduricalhos” a magistrados

Investigação aponta que vereador do PT roubou do PCC, mas foi poupado da morte por ter influência

Tudo sobre:

Beto Simonetti

CNJ – Conselho Nacional de Justiça

Ministério Público

OAB

Paulo Gonet

STF

Receba nossas notícias NO CELULAR

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Fonte: Gazeta Economia

DestaquesNo ZUG!

Subscribe
Notify of
guest
0 Comentários
Newest
Oldest Most Voted
Ipatinga
chuva fraca
23 ° C
23 °
23 °
83%
1m/s
0%
sex
25 °
sáb
33 °
dom
30 °
seg
31 °
ter
22 °