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Por Guilherme Grandi
Por Guilherme Grandi
25/06/2026 às 11:14
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A conta de luz mais cara e a disparada dos preços de alimentos básicos voltaram a pressionar o bolso dos brasileiros em junho, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (25) pelo IBGE. A prévia da inflação oficial, medida pelo IPCA-15, ficou em 0,41%, com os grupos Alimentação e Bebidas e Habitação respondendo por cerca de dois terços do resultado do mês.
Entre os principais responsáveis pelo aumento do custo de vida está a energia elétrica residencial, que subiu 2,04% e teve o maior impacto individual sobre a inflação de junho. O avanço foi impulsionado pela cobrança da bandeira tarifária amarela e por reajustes aplicados em algumas regiões do país.
No supermercado, produtos essenciais registraram aumentos expressivos e pesaram diretamente no bolso das famílias, com a batata-inglesa (alta de 29,42%), tomate (17,27%), feijão-carioca (14,29%) e a cebola (9,54%).
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Os números mostram que a pressão sobre a alimentação não se limita a junho e alcança todo o período de seis meses do ano. No acumulado do primeiro semestre, os preços do tomate, da cenoura e da batata-inglesa mais do que dobraram, com altas de 103,84%, 103,10% e 100,20%, respectivamente.
Outros gastos do dia a dia também ficaram mais caros durante o mês, como as passagens aéreas (7,24%), enquanto os produtos de higiene pessoal registraram aumento de 1,03%.
Apesar da alta em itens essenciais, alguns preços ajudaram a reduzir parte da pressão inflacionária, entre eles o café moído (-3,69%), frutas (-0,96%) e combustíveis (-1,22%).
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No acumulado de 2026, o IPCA-15 já registra alta de 3,45%. Em 12 meses, a inflação chegou a 4,80% (acima do teto da meta de 4,5%), mostrando que o custo de vida continua avançando acima do registrado no mesmo período anterior.
Entre as localidades pesquisadas pelo IBGE, Brasília registrou a maior inflação do mês, com alta de 0,93%, impulsionada principalmente pelo aumento das passagens aéreas e da gasolina. Os menores resultados foram observados no Rio de Janeiro, Curitiba e Salvador, onde o índice ficou em 0,28%.
Em Curitiba, os principais fatores de alívio vieram dos recuos nos custos de emplacamento e licenciamento de veículos e da gasolina. Em Salvador, as quedas do café moído e da gasolina contribuíram para segurar a inflação, enquanto no Rio de Janeiro pesaram as reduções nos preços de hospedagem e do seguro voluntário de veículos.
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Fonte: Gazeta Economia


