Investigação em andamento
A Delegacia de Defraudações (DDEF) da Polícia Civil do Rio de Janeiro está investigando um esquema de reativação clandestina do Banco de Crédito Móvel (BCM), extinto há mais de 60 anos. A Operação Lázaro, deflagrada em 25 de junho de 2026, cumpre mandados de busca e apreensão em condomínios e casas de luxo no Recreio dos Bandeirantes, Barra da Tijuca, Glória, Tijuca, Copacabana, Gávea e Botafogo.
De acordo com a Polícia Civil, o grupo teria tentado reivindicar o direito a um crédito relacionado à desapropriação de um imóvel no Recreio dos Bandeirantes. A suspeita é de que a reativação irregular da instituição financeira, realizada em 2024, tenha sido utilizada como embasamento.
Envolvimento de autoridades
O vice-presidente e o secretário-geral da Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro (Jucerja) também estariam envolvidos no esquema, que envolveria ainda crimes como fraude imobiliária, invasão de terrenos e empreendimentos irregulares.
A equipe de investigação apreendeu celulares e documentos que podem ajudar a entender o papel de cada alvo no funcionamento do suposto esquema, além de obter mais detalhes sobre como o grupo operava.
Origem do banco
O Banco de Crédito Móvel foi fundado em 1890 e encerrou suas atividades em 1964. No entanto, um site com o nome da empresa aponta a “nulidade absoluta da escritura de 1964 e a continuidade da pessoa jurídica”, dizendo que a nomeação de um liquidante do Ministério da Fazenda nunca ocorreu.
De acordo com o site, a confissão implícita de que o patrimônio continuava ativo destruía, de dentro para fora, a validade da extinção. Além disso, os proprietários do site detalham a forma como classificam o banco: “em regularização junto ao Banco Central do Brasil para retornar como Banco Múltiplo. Missão: reparar o passado, reorganizar o território e construir um futuro mais justo para o Rio de Janeiro”.
Fonte: Gazeta Brasil


