Por John Lucas
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23/06/2026 às 23:46
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O governo do Equador formalizou nesta terça-feira (23) a saída do país do chamado Sistema Unitário de Compensação Regional de Pagamentos, conhecido como Sucre, mecanismo criado em 2009 por governos aliados da esquerda latino-americana, entre eles os de Cuba, Venezuela e Nicarágua, para facilitar o comércio entre os países membros sem o uso do dólar.
A decisão que retirou o país do mecanismo foi assinada pelo presidente Daniel Noboa, de direita, após aprovação pela Assembleia Nacional, o Parlamento do país. O mecanismo havia sido adotado pelo Equador durante o governo de Rafael Correa (2007-2017).
Para Noboa e seus aliados, a permanência no Sucre tinha se tornado um custo sem utilidade prática. A deputada governista Lucía Jaramillo afirmou que o sistema estava ligado a suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro.
“Em teoria, soava moderno, mas na prática foi mais um ato de corrupção do correísmo (movimento político de Rafael Correa)”, disse Jaramillo.
Segundo a parlamentar, o mecanismo não é usado desde 2019, embora o Equador tenha colocado mais de US$ 2 milhões em um fundo mantido em um banco da Venezuela. Ela afirmou que ainda não há respostas claras sobre o destino desses recursos.
Jaramillo também acusou o Sucre de ter sido usado pelo empresário colombiano Alex Saab, apontado como operador financeiro do regime de Nicolás Maduro, para lavar dinheiro.
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Fonte: Gazeta Mundo


