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Eleições 2026
Por Guilherme Grandi
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23/06/2026 às 10:28
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A prisão de duas pessoas nesta terça-feira (23) por suspeita de vazarem informações sigilosas de operações policiais para o Primeiro Comando da Capital (PCC) aprofunda uma investigação que vem sendo reforçada desde o começo do ano que revela a infiltração de agentes da facção criminosa no poder público.
Segundo o Ministério Público de São Paulo, os investigados teriam invadido sistemas informatizados utilizados pela Justiça para acessar processos protegidos por sigilo. As informações obtidas ilegalmente teriam sido repassadas a integrantes da facção investigados por homicídios e outros crimes graves.
De acordo com os investigadores, parte dos beneficiados conseguiu fugir antes do cumprimento de medidas judiciais determinadas pelas autoridades. Muitos desses alvos permanecem foragidos.
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A atual fase da Operação Backdoor busca identificar todos os envolvidos no esquema e aprofundar a apuração sobre a origem, o acesso e o destino das informações sigilosas. Os materiais apreendidos durante as buscas serão submetidos à perícia.
A investigação se soma a uma série de operações realizadas recentemente para apurar suspeitas de acesso indevido a informações protegidas por sigilo que poderiam beneficiar integrantes do PCC. Em novembro de 2024, a Operação Inconfidência teve como foco um esquema de obtenção irregular de dados judiciais e informações restritas relacionadas a investigações em andamento.
As apurações buscaram identificar como essas informações eram acessadas e compartilhadas, além de mapear possíveis beneficiários do esquema. O caso abriu uma nova frente de investigação sobre a proteção de dados sensíveis ligados ao combate ao crime organizado.
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Em junho deste ano, a Operação Infiltrados avançou sobre outra linha de apuração envolvendo pessoas suspeitas de atuar em favor da facção. Entre os investigados estavam um chefe de investigadores da Polícia Civil, um ex-policial civil, um policial penal e um ex-estagiário do Ministério Público.
Segundo os investigadores, os suspeitos teriam compartilhado informações sigilosas e monitorado ações de autoridades. A operação teve como objetivo identificar eventuais vínculos entre integrantes do PCC e pessoas com acesso a informações estratégicas.
No mesmo mês, a Operação Augusta, conduzida pela Polícia Federal em conjunto com outros órgãos de investigação, apurou suspeitas de corrupção e vazamento de informações sigilosas envolvendo agentes públicos e particulares. A investigação é um desdobramento de apurações anteriores que já examinavam possíveis repasses de dados protegidos a investigados.
As investigações mais recentes também indicam que a atuação do PCC junto ao poder público vai além do acesso a informações sigilosas. Operações conduzidas pelo Ministério Público, Polícia Federal e Polícia Civil passaram a apurar suspeitas de influência da facção sobre agentes públicos, servidores e contratos firmados por órgãos governamentais.
Em diferentes frentes de investigação, autoridades examinam desde possíveis casos de corrupção e violação de sigilo funcional até suspeitas de uso de empresas para obtenção de contratos com administrações municipais e lavagem de dinheiro.
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Fonte: Gazeta Brasil


