Introdução
No domingo, 21 de junho, a Colômbia realizará o segundo turno de sua eleição presidencial, com o senador esquerdista Iván Cepeda e o advogado de direita nacionalista Abelardo de la Espriella como candidatos.
A principal preocupação da população colombiana é a segurança pública, que é alimentada principalmente pelo pacto de paz do governo colombiano com o grupo guerrilheiro Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que completa dez anos em 2026.
Polarização
Cepeda defende a continuidade do plano Paz Total do presidente Gustavo Petro, que busca acordos com outros grupos guerrilheiros, enquanto Espriella é contra outros compromissos com as guerrilhas, alegando que não resolvem os problemas de segurança da Colômbia.
A direita colombiana acusa Cepeda de ligações com as Farc e com as dissidências da guerrilha que não aderiram ao acordo de 2016, enquanto o esquerdista alega vínculos de Espriella com os grupos paramilitares que enfrentam os guerrilheiros.
Análise
De acordo com a cientista política Sandra Borda, a segurança é uma das linhas divisórias mais claras na campanha, com a oposição apontando que a deterioração da situação de segurança é responsabilidade do governo.
A especialista em finanças e tributação Adriana Melo afirma que a eleição colombiana “virou um plebiscito sobre segurança: negociar ou reprimir”.
Victor Missiato, professor de história e analista político, afirma que o tema da segurança se tornou “algo muito sensível para a população [colombiana] diante do aumento de ataques, diante de uma eleição em que nós tivemos a morte de um candidato à presidência da República durante o processo de formação das chapas”.
Fonte: Gazeta Mundo


