Vendas do comércio despencam em abril
O comércio varejista brasileiro registrou uma queda de 1,5% no volume de vendas em abril na comparação com março, de acordo com dados divulgados pelo IBGE. A queda foi impulsionada pela redução no consumo de combustíveis e lubrificantes.
Resultados por setor
Além dos combustíveis, foram registradas quedas significativas nos segmentos de outros artigos de uso pessoal e doméstico (-4,6%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-4,5%), móveis e eletrodomésticos (-0,8%), tecidos, vestuário e calçados (-0,1%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-0,1%).
Na contramão do resultado geral, supermercados, hipermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo cresceram 1,3% e ajudaram a conter uma queda ainda maior. O setor de livros, jornais, revistas e papelaria também avançou, com alta de 1,1%.
Análise do IBGE
De acordo com Cristiano Santos, gerente da pesquisa do IBGE, o resultado foi influenciado pelo efeito de base, que se refere à comparação com o mesmo período do ano anterior. “Os três primeiros meses, na margem, tiveram um crescimento significativo, a ponto de elevar o patamar do comércio para o nível histórico recorde. Assim, há um efeito de base, quando uma variação positiva a mais é de menor suscetibilidade”, disse.
O chamado varejo ampliado, que inclui veículos, motos, peças, material de construção e atacado especializado em alimentos, também apresentou resultado negativo e recuou 0,7% em abril na comparação com o mês anterior.
Desempenho anual
No entanto, na comparação com abril do ano passado, cinco das oito atividades pesquisadas apresentaram crescimento, como as de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (6,5%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (4,5%).
O setor farmacêutico manteve uma trajetória consistente de expansão e alcançou o 38º resultado positivo consecutivo nessa base de comparação. Já os supermercados registraram o sexto mês seguido de crescimento anual, avançando 0,9% e liderando a contribuição para o resultado positivo do varejo.
Fonte: Gazeta Economia


